Poeta Raimundo Nonato

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Aula de consciência

Aula de consciência
Autor Raimundo nonato da silva

Querer me fazer de besta
Coisa que não admito
Tem gente que engana o feio
Quando chama de bonito
Em tudo que o povo diz
Eu mesmo não acredito

O brilho da minha luz
Já mais ficará opaca
Mesmo sem eu ser um astro
Minha estrela se destaca
Eu dou nó em pingo de água
Não bato em ponta de faca

Chegar ao objetivo
Creio que vou conseguir
Sempre dando a lição certa
Em quem quer me corrigir
Basta eu tirar de tempo
Sem da nem pra conferir

Sei que não sou favorito
E nem o mais verdadeiro
Não digo que sou segundo
Sei que só Deus é primeiro
Apesar deu ser matuto
Não me acho Beradeiro

Não como sopa de gafo
Não bebo em copo sem fundo
Não chamo besta de sábio
Nem quadrado de redondo
É tolice alguém armar
Arapuca pra Raimundo

Quem quer ser o que não é
É cego de consciência
Querer fazer sem saber
É não ter inteligência
Pode ate não ser criança
Mais tem a mesma inocência









Não tomo dinheiro a juro
Também não sou agiota
Compro pago e peço troco
O comprovante è a nota
Mamicaca é quem pensar
Que Raimundo é idiota

Conheço alguém que conversa
Algo que não se aproveita
Na hora que abre a boca
A besteira já sai feita
É só por isso que muitos
Escuta-lhe mais não respeita

A se todo mundo fosse
Realista de verdade
Se todo mundo aceitasse
A pura realidade
Já mais se alimentaria
De plano sonho e vontade

Não quero ser enganado
Nem quero enganar ninguém
E nem escondo a verdade
Temendo ofender alguém
Que prefere uma mentira
Pensando que se sai bem

Tem gente que quer fazer
Tudo que eu faço e fiz
Tem alguém que vai morrer
Sem conseguir o que quiz
Por que não enxerga um palmo
A frente do seu nariz

Conheço um tolo que pensa
Que é muito inteligente
Fala do que não conhece
Por que não é consciente
E louco é quem perde o tempo
Com esse tipo de gente





Um chapeara não pode
Dizer que é um atleta
E um professor não pode
Dizer que é um profeta
Mas tem doido que não rima
Brincando de ser poeta

Quem não gosta da verdade
Prefere ser enganado
Tem alguém que quer ser certo
Sem da fé que ta errado
Quando eu mostrar o erro
Vou ganhar um intrigado

Pare de se enganar
Estude a verdade e cresça
Eu vou falar a verdade
Mesmo que alguém se aborreça
Eu acho que muita gente
Não tem nada na cabeça

Obediência se foi
Moral sofreu um declínio
Quem tinha domínio próprio
Esta perdendo o domínio
Até prego tem cabeça
Mas não tem raciocínio

Hoje ainda existe gente
Que vive vagando ao léu
Sem saber distinguir classe
Entre o inferno e o céu
Por pensar que a cabeça
Só é pra usar chapéu

Não é uma coinscidência
Ver alguém dizendo assim
Que boi gosta de banana
E macaco come capim
Que o ruim é muito bom
E o bom é muito ruim









Tamanho não é braveza
E tipo não é coragem
O sábio escuta calado
O tolo só diz bobagem
Perde-se quando abre a boca
E diz que levou vantagem

Quando o sábio esta falando
Dando uma linda lição
O tolo se intromete
Sem ninguém da atenção
Ele fala o que não sabe
Ainda quer ter razão

Por de nada ter noção
O tolo diz heresias
Diz mal do que não conhece
E nem em si se confia
E nos outros também não
Ninguém lhe da garantia

Leigo indoto analfabeto
Gente de toda maneira
Puxando um assunto vago
Agente escuta besteira
Mas quem tem conhecimento
Só leva na braçadeira

Ouve um tempo que eu pensava
Que tinha sabedoria
Eu enganava a me mesmo
Por que de nada sabia
E aquilo que eu pensava
Não era como eu queria

Você que pensa que é astro
Estrela mito ou herói
Sonho não realizado
Vira dor que muito dói
E um ídolo de carne e osso
O tempo vem e destrói









Gente que não sabe ler
Querer discutir política
Até da religião
O tolo quer fazer critica
E o sábio em cima dele
Forma uma alto critica

O sábio aprende em silêncio
O tolo é quem muito fala
Até pra dizer sou louco
O tolo nunca se cala
O Sábio analisa o certo
Medita e nunca se a bala

A palavra ouvir dizer
Para me esta errada
Quem acha não tem certeza
Por isso eu não acho nada
Eu pensava já deixou
Alguém de cara quebrada

Quem diz o que outro diz
Ou fala a verdade ou mente
O justo condena o erro
Em quanto o tolo consente
Ouvir dizer eu pensava
Já enganou muita gente

Quem quer ser o que não é
Nem de si próprio ele gosta
E por imitar alguém
É uma pessoa oposta
A si mesmo faz pergunta
E não encontra resposta

Quem se passa por alguém
Traja se do mesmo jeito
Esta sendo quem não era
E cheio de preconceito
Com sua própria pessoa
E não merece respeito

Alguém que imita o outro
Até a voz e o andado
Esta levantando alguém
Pra ele ser derribado
Quem se acha inferior
Destrói seu próprio valor
Pra nada é capacitado

Quem não acredita em si
Destrói seu próprio valor
Sempre esta botando alguém
Como seu superior
Quem vive assim é escravo
Morre sendo inferior

Hipócrita quer elogio
E sempre alega o que faz
Detesto A bajulador
Gente assim não tem cartaz
Quem baba e quem quer babada
São filhos do satanás

A soma o que você é
Não queira imitar alguém
Por que como o pobre morre
O rico morre também
Morre o rico que tem ouro
E o pobre que nada tem

A lei do ter nunca cessa
Quanto mais tem se quer ter
Lutar para ser mais pobre
Já mais alguém vai querer
Por que as guerras do mundo
Só é atrás do poder

Na vantagem do quero ser
Cada um quer ser alguém
Até quem não pode ser
Ta querendo ser também
Só que ninguém é de nada
Por que morre e nada tem

O pequeno só tem cem
O médio diz tenho mil
O grande diz tenho tudo
Posso comprar o Brasil
Quem se confia em riqueza
Não passa de imbecil

Não tem quem saiba de nada
Foi o que eu já falei
Porém dos que menos sabem
Eu sou o que menos sei
Onde é que estou errado
Onde foi que acertei


Não vou me desacertar
Eu não sou de desacerto
Mas seu cometer um erro
Eu vou e faço concerto
Porem de um jeito ou de outro
Eu sairei do aperto

Pode ser governador
Príncipe Rei e presidente
Prefeito ou imperador
Não é melhor que agente
Quem escapar da catástrofe
Vai se acabar doente

Conheço um tipo de gente
Que baba o rico e recorre
A bajula e lambe os pés
Enche o saco como porre
E por ta perto dos grandes
Ele pensa que não morre

Sou triste e pareço alegre
Sou fraco e pareço forte
Sou besta e pareço sábio
Sou mole e procuro a sorte
Já sorri pra não chorar
Mas o futuro é a morte

Não sei se sei ninguém sabe
Não tem quem saiba de nada
Penso que sei, mas não sei.
E duvida não me agrada
Com certeza ou incerteza
Fico de cara quebrada

A sim no mundo da lua
Eu vivo de noite a dia
Desenho desanimado
No mundo da fantasia
Estou sendo sem querer
Não era o que eu queria


Nem sou novo nem sou velho
E nem sou jovem de mais
Estou na virilidade
A sim como estão meus pais
As rugas do rosto mostram
Tudo que ficou pra traz

Uma critica construtiva
Constrói bem e o mal destrói
A falsidade é um monstro
De pouco a pouco corrói
A mentira engana o tolo
Por que a verdade dói

Nascer crescer e viver
Morrer depois que se cansa
A criança o jovem o velho
Tem a morte por herança
Vai-se o velho e o jovem
Adolescente e criança

Quem arma as más em vestidas
É muito precipitado
Não reflete é imprudente
Age de um modo errado
E quando não adianta
Ele está sempre atrasado

Eleitor é desonrado
Quando o político é indigno
Quem não respeita o votante
É infame e é maligno
Só Jesus tem humildade
Só Deus é mesmo benigno

Não gosto de lisonjeiro
Detesto a bajulador
Lisonjear servilmente
É para o adulador
Que acha que o mais rico
É o seu superior

Na faculdade da vida
Ninguém chega ao doutorado
Como estudante a mim mesmo
Sempre tenho examinado
Meditando dia e noite
Pra ver onde estou errado


Não acho certo o errado
Dizer que o próximo erra
Entre o mal e o bem
Ouve e sempre haverá guerra
Todo mundo morre e fede
E se torna pó da terra

Nascer crescer e viver
Morrer depois que se cansa
A criança o jovem ou velho
Tem a morte por herança
Vai-se o velho e o jovem
Adolescente e criança

Andar correr e cansar
No trajeto da corrida
Ganhar ou perder a luta
Na caída e na subida
Cantar sorrir e chorar
Tudo faz parte da vida

Deitar dormir e sonhar
E se acordar depois
Tem um que dorme e não sonha
Já outro sonha por dois
O sonho é como uma musica
Que o dormi dor compôs

Comer beber jejuar
Todo mundo faz também
Um come e quebra o jejum
Um quer comer e não tem
Entre a fome e a fartura
Vejo mais de um alguém

Um tem e outro não tem
Um ama outro é dizamado
Se um sorrir outro chora
Um parte e outro é chegado
E o tempo vai correndo
Como um transporte vexado

Um sofre e o outro goza
Um come outra passa fome
Um se farta do que tem
Outro por não ter não come
Um tem nome e tem estrela
E outro não tem nem nome

Um é rico e outro é pobre
Um é bonito outro é feio
Um se afasta do mal
Outro se mete no meio
De pessoas sem juízo
Sei que o mundo esta cheio


O defeito é uma coisa
Que toda pessoa tem
Vê os defeitos dos outros
É um defeito também
Sem defeito só tem um
Jesus Cristo e mais ninguém

Respeito mas não concordo
Com seu pensamento incerto
Você não passa de um bobo
Que pensa que é esperto
O defeito do errado
É pensar que está certo

Mundo selvagem

Mundo selvagem
Musica e letra do poeta
Raimundo Nonato da Silva

Estamos vivendo
No mundo selvagem
Onde pouca gente
Conhece o amor
Vejo a juventude
Que consomem drogas
Sendo destruída
No leito da dor
E neste cominho
De ida sem volta
Alguém se revolta
Já tarde de mais
E diz minha vida
É um triste de lema
São as conseqüências
Que a droga traz

Hoje tudo é normal
Namoro é um fica
Se o pai aconselha
O filho é careta
Trafico de criança
Prostituição
São mercantilizados
No nosso planeta
A mãe que aborta
E a medico assassino
Mata o menino
Antes de nascer
Ela arisca a vida
Tirando uma vida
E quem Deus deu vida
Não pôde viver

















Os homens que dizem
Terem raciocínio
Parecem animais
Irracionais
E os animais
Sem raciocínio
Parecem que eles
São racionais
Ouvir palavrão
Ver pornografia
E a baixaria
Levando vantagem
Com crime ganhando
E a paz perdendo
Estamos vivendo
No mundo selvagem

Precisa as pessoas
Se conscientizarem
A deixarem o erro
E fazerem o certo
Abrirem seus olhos
Vigiarem mais
Enxergarem a vida
De longe e de perto
Quando muita gente
Cair na real
E buscar o amor
De Deus que é maior
Talvez finde a dor
Crime e violência
E a gente viva
No mundo melhor













Um protesto contra a guerra
Autor poeta
Raimundo Nonato da silva

Você que ataca
Estado e país
Com tráfico e terror
Crime organizado
Protege bandidos
Matam os pequeninos
Assalta a nação
E dar golpe de estado
Político egocêntrico
Só pensa em si mesmo
Em fama e petróleo
Dinheiro e poder
Nunca vi império
Que um dia não cais
Quem semeia o ódio
O mal vai colher

Você faz as armas
Pra usar na guerra
Fez o carro tanque
E o avião
Fez a bomba atômica
E mísseis nucleares
Você contribui
Pra destruição
Acha-se potente
E arma estratégia
Contra a vida humana
Pensando que é forte
Sua má ciência
E má tecnologia
Só tem lhe empurrado
Pra cima da morte

















Você mata muito
Com os seus conflitos
Bota alguém na frente
Esconde se por traz
Tem nome de herói
Mas herói não é
Herói é quem ama
O próximo e quer paz
Você força alguém
Morrer por você
Vai de contra Deus
Sá faz covardia
Hoje na sua guerra
Só morre inocente
Mas você por isso
Vai pagar um dia

Alguém que precisa
De água e de pão
Remédio e abrigo
Em muitos lugares
E você gastando
Com as armas químicas
Que destroem a terra
E poluem os mares
Terrorista é quem
Desrespeita a ônus
Atropela as leis
Age brutalmente
A democracia
Esta si acabando
Cadê os direitos
Humanos da gente













Sou contra a pena de morte
Autor poeta
Raimundo Nonato da Silva

A pena de morte só mata inocente
Começando logo pelo Salvador
Meu Jesus morreu inocentemente
Pregando a verdade a paz e o amor
Estevão morreu sem nada dever
Sempre morre o fraco e sobrevive o forte
O pobre é quem perde o rico é quem ganha
Por isso eu sou contra a pena de morte

Pedro foi discípulo vitima dessa pena
E muitos apóstolos foram vitima dela
A pena de morte mata sem regime
E só extermina quem é da favela
Quem usa gravata blazer e paletó
Mente rouba e mata nem vai ao presídio
Existe político matando e roubando
E o pobre é vitima do triste homicídio

Se a pena de morte existisse pra todos
Se morresse o pobre e o rico também
Não havia mais presos nas cadeias
E lá em Brasília não tinha ninguém
Não digo Brasília de um modo geral
Falo dos que vivem dentro do planalto
Alguns deputados muitos senadores
Que vivem na pratica do roubo e do assalto



































Deviam acabar com a pena de morte
O roubo e o crime e a corrupção
O álcool e a droga o fumo e a arma
Mas não com a vida do seu próprio irmão
A pena de morte quem pede é tão leigo
Tolo de nascença não experiente
Sendo a favor dela é contra a pobreza
Na pena de morte só morrem inocente

Agradeço a Deus pela minha vida
Porque estou vivo sem matar ninguém
Eu nunca feri e nem fui ferido
Ao em vez do mal vou fazer o bem
Pois quem ama a vida ensina viver
Não rouba não mata ama e não oprime
Incentiva a paz busca a esperança
Abraça o irmão e foge do crime

Amai o teu próximo como a si mesmo
Quem matar alguém é réu de juiz
Foi Jesus que disse e esta na bíblia
E eu acredito no que a bíblia diz
Se Deus deu a vida só Deus é quem tira
Deus tem o poder pra dar e tirar
O homem perverso mata por maldade
Mas é muito triste morrer ou matar

Absurdos mundiais

Absurdos mundiais

Autor poeta Raimundo nonato da silva
De Sousa na Paraíba


Bombas fogos explosíveis
Coisas de homens sem planos
Não tem quem some os milhões
Que são gastos todos os anos
Davam pra alimentar
Milhões de seres humanos

Muitos homens levianos
Cada um sem coração
Tem deles que ainda falam
De acabar a poluição
Meu Deus quanta hipocrisia
Nos homens dessa nação

Eu sei que cada explosão
Polui o meio ambiente
Sei que o efeito estufa
Ta me deixando doente
E o aquecimento global
Pouco a pouco mata a gente

Jesus não esta contente
E para Deus não tem graça
Vê a terra poluída
Com bomba guerra e desgraça
Que gasta grana com fogos
Ta gastando com fumaça

A cada dia que passa
O político demagogo
Fala no meio ambiente
Diz a terra esta em jogo
E quando é pra soltar gironda
Ele é quem acende o fogo

Em político demagogo
Só tolo é que se confia
O que ele diz de noite
Não serve pro outro dia
Vê o erro cala e consente
Veja quanta hipocrisia









Eu vejo todos os dias
O mundo na esparrela
Político ator mente bem
Como vilão de novela
Fala da poluição
Protege quem pratica ela

É hipócrita quem dizer
Detesto poluição
E corta uma arvore e faz
Queimadas em cima do chão
E enche os rios de lixo
Solta bomba e foguetão

Em cada uma machadada
Uma árvore linda tomba
Cada bomba é um buraco
Que no chão a bomba a romba
Se fosse por mim o mundo
Não tinha traque nem bomba

Outro dinheiro perdido
Eu digo e não é boato
É com chapa de eleição
E retrato de candidato
É mesmo que alguém queimar
E jogar grana no mato

Esta faltando juízo
Pra mais de uma pessoa
Dinheiro gasto com fogos
É dinheiro gasto a toa
O tolo gasta pensando
Que fez uma coisa boa

Zoada de bomba enjoa
Deus quer o mundo tranqüilo
Jesus não se agrada disso
E Deus não gosta daquilo
Quem pensa que agrada Deus
Ta dando grande vacilo


2
Vê se o pobre intranqüilo
Sofrendo muito humilhado
Sem casa roupa e comida
Mal visto e mal amado
Enquanto com fogo e bomba
Muito dinheiro é queimado

Este dinheiro que é gasto
Com bomba e com foguetão
Da pra comprar casa e roupa
E pão pra quem não tem pão
Pecado é queimar dinheiro
Com que não tem precisão

Ouve-se estrondo de bombas
No tempo de eleição
Nos jogos de futebol
Também se ouve explosão
Tudo isso é alimento
Para a poluição

No são Pedro e no são João
No fim do ano também
Tem gente fazendo o mal
Pensando que faz o bem
Quem inventa uma fogueira
Juízo certo não tem

Outro absurdo também
É pai ou mãe infiel
Inventa para a criança
Que existe papai Noel
Invés de falar em Deus
E Jesus rei de Israel

Tem gente que no natal
Não fala mal de ninguém
Depois que o natal se passa
Fala de quem vai ou vem
Faz mal o ano todinho
E no dia só faz o bem

Queria que todo mundo
Tivesse o viver igual
A criança abandonada
Passa o ano numa mal
Muitos só se lembram dela
Quando é dia de natal


Gente da cara de pau
Meu Deus quanta hipocrisia
Diz assim faça a criança
Sorri feliz nesse dia
Depois que passa o natal
Acabou a alegria

Meu Deus que hipocrisia
Tem no coração humano
Por se lembrar da criança
Apenas uma vez no ano
Pra mim alguém desse tipo
Não passa de um leviano

Tem muita gente indecisa
Entre o falso e o real
Pensando em fazer o bem
Só no dia de natal
E os outros 365 dias
É para fazer o mal

O homem vai à loucura
Por não ser reconhecido
Igual ao agricultor
No seu trabalho sofrido
Puxando cobra pros pés
Ganhando mal recebido

Quem não constrói só destrói
De quem tem rasga os papéis
O pobre vive na roça
Puxando cobra pros pés
Enquanto quem nada faz
É quem tira nota dez

Detesto quem se aproveita
De um pobrezinho indefeso
E maltrata o miserável
Que está algemado e preso
Bata em quem não é de peia
Pra você sentir o peso

Quem é besta a mostrado
Atinge quem vai ou vem
É mole e quer ser valente
Porque dar no Zé ninguém
Bata no homem de briga
Que você não se sai bem


Só por causa da verdade
Já mataram muita gente
Tem covarde que conhece
Finge e se faz de inocente
Outro não conhece e teima
Porque não é consciente

A verdade é uma árvore
Que poucos adubam ela
Outros cortam pelo o tronco
Apesar de ser tão bela
Como mataram Jesus
Construtor e dono dela

O apostolo Paulo um dia
Pregou com autoridade
O apostolo Pedro e outros
Vitimas da fatalidade
Estes homens só morreram
Porque pregaram a verdade

Hoje vivemos no mundo
Que a verdade pouco gira
A verdade é uma árvore
Que pouca gente admira
Porem noventa por cento
Preferem mas a mentira

Enquanto a mentira dura
Todo mal é encoberto
E a verdade não livra
Quem era pra ser liberto
Isto porque a justiça
Tem o errado por certo

Muitos negaram a verdade
Por acharem pesada a cruz
Tem uns que procuram as trevas
Porque não gostam da luz
E assim a verdade dói
Nos que negaram Jesus

Tem alguém que encoberta
Um crime ou algo roubado
Tem alguém bem escondido
Fazendo o que é errado
Se não há crime perfeito
Quem engana é enganado


As finanças se acabaram
E o presidente atreve
Tomar dinheiro emprestado
Quanto mais toma, mas deve.
E esta crise econômica
Não se acaba tão breve

Nazismo é o movimento
Nacionalista Alemão
Foi liderado por Hitler
Um homem sem coração
Que matou os seis milhões
De Judeus sem precisão

Pobre mora na favela
Por de traz de uma parede
Sem ter direito ao um lençol
Uma cama ou uma rede
Sem pão pra matar a fome
Sem água pra matar a sede

Foi vendo a destruição
De Hiroxima e nagazaque
Que a bomba atômica fez
Através do grande ataque
Que os estados unidos
Fez e botou em destaque

Vendo o pobre em desabrigo
Sem conforto e sem morada
Sem comida e sem lazer
Vivendo de retirada
Deu pra entender que o mundo
De amor não tem é nada

Vendo a criança jogada
Na triste periferia
Sem pai sem mãe sem parente
Sem nem uma companhia
Sem amor e sem carinho
Não há quem tenha alegria

Vendo morte todo dia
Seqüestro a cada segundo
A mortandade infantil
E o trafico de droga imundo
Até Jesus chora triste
Com as injustiças do mundo


Vendo o povo brasileiro
Sem conforto e assistência
No país escravizado
Que diz ter independência
Mas falta se libertar
Da droga e da violência

Foi vendo no xilindró
A mais triste humilhação
Conheci que o calabouço
Era inferno e tinha cão
E achei muito difícil
Soldado ter salvação

Eu sou denunciativo
Gosto de denunciar
Sou a favor do direito
Não trabalho pra falhar
Eu só demonstro o que sei
E só digo pra provar

Tem tanto rico amostrado
Mostrando a grana que tem
Tem pobre que esta lutando
Pra conseguir ser alguém
E por mais que alguém seja tudo
Não é melhor que ninguém

O pobre quer, mas não tem.
Onde quer que você ande
Enquanto o pobre trabalha
O homem rico se expande
O pobre tenta vencer
Mas a concorrência é grande

Onde não tem quem comande
Pobre esta sempre de baixo
Não tem essa de dizer
Eu sou bravo e muito macho
Porque até a justiça
É cega e faz cambalacho

O pobre cai no relaxo
E o rico lhe confunde
O rico grita se cale
E o pobre não responde
E o rico ajunta dinheiro
Pra botar não sei a onde


Na questão de um momento
Tempo segundo ou minuto
Ora dia mês e ano
Semana também é fruto
Ninguém ver o bóia fria
Mas Deus protege o matuto

Pode em menos de um minuto
Tudo ficar diferente
O pobre ser menos bruto
E o rico ser consciente
Se o rico aprender tratar
Quem é pobre como gente

Se o rico prepotente
Tivesse a simplicidade
Talvez o pobre buscasse
Cada vez, mas humildade.
No mundo não existiria
Tamanha desigualdade

Irresponsabilidade
Ofende como um veneno
O médio fere o mais pobre
Grande maltrata pequeno
Porem para classe baixa
Esta faltando terreno

Alguém não deixa por menos
E com isso se ofende
O rico toma do pobre
E pro outro rico vende
É um consumindo o outro
Coisa que ninguém entende

O pobre não se defende
E o rico pra não cair
Faz da cabeça do pobre
Uma escada pra subir
E o beradeiro é tão besta
Que nem procura em pedir

Ninguém diga que é forte
Por que só Deus é profundo
Pobre ou rico não é nada
Morem e viram moribundos
Se não enterrarem a carne
Pode apodrecer o mundo


A verdade faz um chorar
E outro sorrir contente
A mentira e a falsidade
Enganaram muita gente
A dura verdade dói
Mas da lição em quem mente

A mentira por ser falsa
Engana quem vai ou vem
Quem inventa se engana
Quem acredita também
Mas a verdade é a força
Do caráter de alguém

A verdade livra alguém
Inocente da prisão
Desmascara o mentiroso
Faz passar decepção
Quando a mentira diz sim
A verdade diz que não

Quem não pode dominar
Os seus desejos carnais
Faz o errado pensando
Que a coisa certa faz
É melhor ficar calado
Do que conversar de mais

O rico tem varias calças
O pobre usa uma estopa
O político come bem
O pobre não tem nem sopa
Tantos políticos roubando
E tantos pobres sem roupa

Do Brasil para o estrangeiro
O político que tem nome
Em casa de tudo tem
De tudo que é bom come
Tantos políticos mentindo
E tantos pobres com fome

É preciso esses políticos
Vê mas os necessitados
Pensar em Deus ajudando
Os pobres descamisados
Pro Brasil deixar de ser
País dos a fragelados

Literatura

Literatura





Verso é unidade rítmica
E melódica do poema
Graficamente é cada uma
Das linhas está o esquema
De pouco a pouco eu explico
E resolvo esse problema

Costumam-se dizer que quando
O verso é ordenador
Rítmico do poema o parágrafo
É como um bom instrutor
Lógico da prosa ou verso
Unidade de valor

O verso metrificado
É o verso que o poeta
Estabelece a medida
E número na linha reta
Nem aumenta nem diminui
E cada sílaba é completa

No verso livre a medida
É totalmente arbitrária
Importante é a mensagem
Rima não é necessária
Embora verso sem rima
Eu acho uma coisa precária

Versos regulares são quando
O poeta determina
Certo ritmo com as sílabas
Tônicas e rimas que ensina
Em intervalos iguais
Assim ele se destina

Mas quando o verso é branco
Ele não apresenta rima
Não tem mensagem melódica
Sem conquista e sem estima
Perdoe-me, mas verso branco.
Nem um pouco me anima



Quatro verso o soneto
É uma composição
Dois quartetos dois tercetos
Quem souber me der razão
A composição poética
Da uma boa explicação

É uma das formas fixas
Ou a mais prestigiada
Porém poesia lírica
Sua origem renomada
Remota no século XII
Sua origem foi revelada

O soneto foi o grande
Modelo da tradição
Foram os renascentistas
Italianos com razão
Até Dante Alighieri
E Petrarca fez canção

Porém na literatura
Portuguesa os sonetistas
Foram Camões e Bocagem
Dois poetas de conquistas
Camões é o principal
Dos vates renascentistas

Paradoxo ou oximoro
É figura de linguagem
Dois termos que se contradizem
No verso ou numa mensagem
A metáfora se assemelha
Mas tem a sua vantagem

Obras narrativas são
Romances contos novelas
Poemas épicos e crônicos
E as fábulas que são belas
E eu por ser um poeta
Aprendi a gostar delas

Pois do conjunto de versos
Estrofe é cada unidade
Rima e repetição de som
Tem a mesma igualdade
As vogais e consoantes
Se rimar tem qualidades


As regras clássicas de métrica
Ritmo e versos regulares
Uma obedece à outra
Se combinando entre os pares
Seja clássico ou popular
Tem medidas calculares

Com mesmo número de sílabas
Temos versos isoméricos
Mas com diferentes rimas
São versos heterométricos
Só não são como os remédios
Originais ou genéricos

Mas ao contrário do verso
Sem métrica conheço a prosa
É discurso que produz
Uma maneira valiosa
Mesmo falando sem métrica
De se ouvir é gostosa

Tem o conjunto de normas
Que regulam a construção
Do verso medida e linguagem
Digo metrificação
Pela contagem silábica
Forma a versificação

Saiba que a escansão
Está no verbo escandir
A técnica de compor o verso
Com base métrica é medir
É composição silábica
Fazer certo e progredir

Gênero lírico é cantiga
De amigo ou de amor
A satírica é a cantiga
De escárnio zombador
Cantiga de maldizer
Estilo escarnecedor

Metalinguagem é linguagem
Que fala em linguagem sadia
A poesia falando
Sobre a própria poesia
É uma levando a outra
No ritmo da alegria


Se cinco ou sete sílabas
É o verso redondilho
Renascentistas chamaram
Medida velha sem brilho
Dez sílabas medida nova
Com ela me maravilho

Medida velha de versos
Redondilhos eram menores
Versos em medida nova
Decassílabos são melhores
Mas entre a nova e a velha
Não sei quem são as melhores

Epopéia é o poema
Narrativo de estrutura
Clássica que tem como assunto
Fato histórico de aventura
Grandioso de interesse
De nacionalidade pura

O genérico do estilo
É da arte ceicentista
É da palavra barroco
Denominação e conquista
Conhecida como pérola
O seu recurso estilista

Coisa imaginária é
Fantasia e invenção
Ou efeito de fingir
Chamado simulação
Só porque o fingimento
É junto com a ficção

O bom senso ou senso crítico
Quem tiver vai progredir
E sem usar preconceito
Ele sabe discernir
Entre o falso e o verdadeiro
E sem precisar fingir

Senso poético ou artístico
É maneira especial
De ver a realidade
De uma forma original
Como um poeta tem senso
Pensar é meu ideal


Senso comum são idéias
De um passado distante
Épico de opiniões
Contrárias e extravagantes
Hoje por muitos são vistas
Como absurdos aberrantes

Metonímia também
É figura de linguagem
Substitui a palavra
Por outra e não é bobagem
Com a qual tem relação
De idéia na mensagem

A figura de linguagem
Que substitui significado
É chamada de metáfora
Semelhança ou resultado
Quem sabe não vai dizer
Que estou equivocado

Pra quem não sabe a idade
Do uso da razão
Começa com sete anos
E ninguém diga que não
Porque nesse assunto eu
Recebo e sei da lição

Entre a palavra ou a frase
Com os meus conhecimentos
Antítese é aproximação
Contrárias de dois pensamentos
Dois pensamentos contrários
Em um ou dois elementos

O paradoxo é uma
Afirmação contraditória
Porém sem querer querendo
Vai ficando aleatória
Saindo do anonimato
Escrevendo a sua história

Já a hipérbole é
Expressão deliberada
Porque deliberadamente
Mostra ser exagerada
Mas no mundo cultural
Ela avança a caminhada


A invenção violenta
Dos termos de uma frase
Chama-se de hipérbato
Eu conheço sua base
Inventa uma coisa e outra
Depende da sua fase

Idéias contraditórias
Em um mesmo enunciado
São figuras de linguagem
Estudei bem estudado
Paradoxo ou oximoro
Eu estou bem preparado

Justaposição de dois
Contrários de duas partes
Uma esta branca outra estar negra
Mas uma da outra faz parte
É antítese apenas
Justa posição reparte

Apóstrofe é a figura
De linguagem especial
Quando o poeta dirigiu-se
Para pessoa real
Ou que seja fictícia
Mesmo assim é natural

Figura de estilo e idéia
E palavra com razão
Pois se você não sabia
A chamada amplificação
Coloque na cabeça agora
E não esqueça a lição

Quem aprendeu o português
Não pode ensinar errado
Por isso é que aprendi
Primitivo e derivado
Não sou um grande lingüista
Mas estou bem preparado








Vinte e seis letras agora
Tem o nosso alfabeto
Entrou o k, w, e y.
Mais três letras e é correto
Para o nosso portugues
Ficar melhor e completo

Antes k w y
Usados em nomes estrangeiros
Símbolos de unidade e medidas
Tinham valores altaneiros
Agora tambem faz parte
Do linguajar Brasileiro

W da palavra show
E William que com vem
Y de byroniano
E Byron que eu sei bem
Em km e kg
A letra k valor tem

Pois na língua portuguesa
Não existe mais o trema
Só existe em nomes próprios
E derivado é o esquema
Muller e mulleriano
Ta resolvido o problema

Ditongos abertos ei,oi
Não são mais acentuados
Em palavras paroxítonas
Quero lembrar bem lembrado
Por isto digo a você
Estude bem estudado

Já nos ditongos abertos
Palavras oxítonas têm
E também nas monossílabas
Tem acento e eu sei bem
Como na palavra herói
Continua muito bem

Acento em ditongo aberto
Continua em chapéu
Véu céu e ilhéu também
Acento lindo é em céu
No ditongo aberto eu
Irei ganhar um troféu


No hiato voo agora
Não é mais acentuado
O vôo passa a ser voo
O vôo é sem resultado
O hiato ee também
Vêem é veem ta explicado

Sei que nas formas verbais
Rizotônicas é sem tabu
Procede de g ou q
Antes de e ou i Dudu
Seja gue gui qui ou que
Não se acentua mais u

O tônico paroxítono
Não se acentua mais u e i
Prosseguidos de ditongo
Eu quero dizer aqui
O que antes foi feiúra
Hoje é feiura aprendi

Prefixo ou falso prefixo
O hífen foi exterminado
Palavras iniciadas
Por r ou s bem lembrado
Com dois rr ou dois ss
Agora vai ser dobrado

Que antes foi ante-sala
Agora antessala é
Em prefixos terminados
Por r e eu boto fé
E começando por r
Quem não entende é mane

Agora se utiliza hífen
Quando a palavra é formada
Por um ou falso prefixo
Terminada ou iniciada
Por uma mesma vogal
Antes ou depois me agrada

Antiinflamatório antes
É ante-inflamatório agora
Esta regra se altera
E ninguém me ignora
Por conta da anterior
A nova não fica fora


O prefixo terminado
Com vogal eu já sabia
E com vogal diferente
Quando apalavra inicia
Não tem hífen este prefixo
É de grande garantia

Quando o prefixo inicia
E termina com a mesma vogal
Com hífen uma exceção
É o prefixo co legal
Na vogal u não se usa
O hífen que pega mal

Pára-quedista agora
Sem hífen é paraquedista
Só em palavras compostas
Permanece o hífen em vista
Que não contem elemento
De ligação nesta pista

Constitui a unidade
Sintagmática e semântica
Mantendo o acento próprio
Na teoria e na pratica
Designam espécies botânicas
E zoológica em boa tática

Ano-luz azul-escuro
E médico-cirurgião
Em prefixo ex, vice, e soto
Ex-marido com razão
Até vice-presidente
Esta nesta relação

Prefixo circum e pan
Em m ou n iniciado
Temos pan-americano
E circum-navegação estou lembrado
Que isto fique de exemplo
Para o aluno educado

Prefixo pré, pró, e pós
Digo com conhecimento
Tem significado próprio
Diz-me o ensinamento
Pré-natal pós-graduação
Até pró-desarmamento


E as palavras formadas
Por além, aquém, recém sem.
Por exemplo, além-mar.
Sem-teto eu conheço bem
Seja antes ou depois
Portugues ensina bem

Locuções de qualquer tipo
Substantivas ou verbais
Adjetivas também
Verbais adverbiais
Pronominais prepositivas
Ou as conjuncionais

Hífen no existe mais
Em cão de guarda a vontade
Exceções arco-da-velha
E cor - de rosa é verdade
Este novo portugues
Pra mim não tem novidade

Sexta continuação do português rimado

Sexta continuação do português rimado
Raimundo nonato da silva


Pronomes subdividem-se
Em oblíquos e retos
Esta é sua função
E os seus meios corretos
É sujeito e complemento
Eu acho todos completos

Pronome reto é aquele
Que é pronome sujeito
Sujeito não é oblíquo
Digo batendo no peito
O português não da brecha
Pra ninguém lhe por defeito

Reto somos nós oblíquo é ele
Assim sucessivamente
Átonos sem preposição
É-me te o certamente
A lhe se são do singular
Digo por ser consciente

Átonos sem preposição
No plural são lhe e se
Nós vós os e as
Eu quero dizer aqui
E jamais posso negar
As coisas que aprendi

Tônicos com preposição
É-me ti si ele e ela.
No singular no plural
Nós vós se como revela
Eles elas tudo é bom
A leitura é muito bela

Quando a primeira pessoa
E segunda do singular
Não exerce a função
De sujeito eu vou falar
As formas do eu e tu
Agora vou explicar









O eu e tu devemos ser
Substituído gente
Por mim e te meu amigo
Pois é necessariamente
Por que eu mim e te são tônicas
Fala quem é consciente

A respeito da terceira
Pessoa com qual se fala
De modo vago geral
Indeterminado cala
O pronome indefinido
Também tem a sua escala

O pronome relativo
Retoma um substantivo
Ou um outro pronome
Já citado em seu arquivo
Eu vou já lhe explicar
A razão e o motivo

Oração substituindo
No início da oração
Seguinte está explicada
O motivo e a razão
O pronome relativo
Serve-me até de lição

O pronome relativo
Ele não trabalha a toa
Usado pra retomar a palavra
Que designa pessoa
Por exemplo hoje e você
Que paga a conta na boa

Pronome interrogativo
Também é especial
Que quem quanta quantos quais
Não posso esquecer o qual
E brincar com as palavras
Eu acho muito legal





O verbo indica uma ação
O fenômeno e um estado
Nas conjugações verbais
Eu estou bem preparado
E agora de um e um
Detalho bem detalhado

Palavra que indica ação
Ocorrida no passado
Se for ao tempo atual
Ela expressa um estado
Porque no tempo atual
Ela eu tenho guardado

É palavra que exprime
Fenômeno da natureza
Porém no tempo futuro
Localiza com certeza
Porque é lá que está
O verbo e sua grandeza

O verbo indica passado
O presente e o futuro
Nele se vive e se cria
Ele está sempre seguro
O verbo é muito importante
Empresta e não cobra juro

O verbo possui três modos
Primeiro é indicativo
Tem as formas nominais
Segundo é subjuntivo
Eu não esqueço o terceiro
Que é o imperativo

Quando é o infinitivo
Impessoal sem sujeito
Gerúndio termina em indo
Acho que está direito
Particípio em ado ou ido
E cada um é perfeito

Quem estuda muito aprende
Todas as formas nominais
Outras coisas importantes
Conheço os tempos verbais
Procure estudar com calma
Pra você aprender mais


Vozes verbais que indicam
Se o sujeito pratica
Recebe a ação pelo verbo
Ensina e se justifica
A voz verbal se expressa
Sua flexão é rica

Voz ativa é quem indica
Que o sujeito é reagente
Mas a voz passiva é quando
O sujeito é paciente
Seja analítica ou sintética
Eu acho conveniente

E a voz reflexiva
Eu também acho normal
Quando o sujeito pratica
E recebe a ação verbal
No outro verso em seguida
Eu lhe direi o final

Quando ele ao mesmo tempo
É agente e paciente
É a voz reflexiva
Que está ensinando agente
E quando eu aprendo certo
Fico mas eficiente

E o verbo regular
Não sofre alteração
Quando ele é conjugado
Eu aprendi na lição
Seu radical não se altera
Quem souber me der razão

Irregular é aquele
Que quando é conjugado
Sofre a alteração
Em geral estou lembrado
No radical com certeza
Esse verbo é alterado

O radical também faz
Parte da forma verbal
Contém o significado
Básico e é tão normal
Do verbo pra se obter
O chamado radical


Para obter o radical
Elimine a terminação
A r e r ou i r
Fazendo a execução
Tirando do executivo
Ponto final na questão

Digo a vocês que o
Infinitivo impessoal
Não se refere a nem uma
Pessoa gramatical
Isto é que não tem sujeito
Ouviu bem ponto final

Estudei correlação
Entre os tempos verbais
Conjugações de alguns verbos
Que todos são principais
Verbo é amar e viver
E sorrir é bom de mais

Advérbio invariável
Que modifica o sentido
Do verbo acrescentando
Pelo o que eu tenho lido
Faço questão que você
Aprenda bem aprendido

Determinada circunstância
De tempo, modo e intensidade.
De lugar etc.
Que não é finalidade
O verbo modifica
Verbo com autoridade

Por mais de uma palavra
Toda locução formada
Funciona com advérbio
Entenda bem camarada
Locução adverbial
É mandona nessa parada

E a classificação
Do advérbio também
De lugar é lá aqui
Acima e por fora tem
Se aqui somos felizes
Dá o exemplo a alguém


O advérbio de modo
Pode ser o bem ou mal
Assim devagar as pressas
De um jeito especial
Porém pacientemente
Eu deixei para o final

O advérbio de dúvida
É talvez possivelmente
É acaso e porventura
Afirmação realmente
Com certeza etc.
O advérbio é decente

Não de modo algum de forma
Nenhuma é de negação
Mas se for muito e de mais
Poucos menos em excesso e tão
É o de intensidade
Digo com toda razão

O advérbio de tempo
É hoje, amanhã, agora.
Sempre logo e às vezes
Sabe quem ler e decora
Locução adverbial
Quem sabe não ignora

Por mais de uma palavra
Toda expressão formada
Funciona como advérbio
A locução preparada
Locução adverbial
É chefe nessa parada

Não permite flexão
Masculino e feminino
Nem singular nem plural
É advérbio eu combino
Mas na frente eu vou dizer
Qual será o seu destino

Referem-se basicamente
A um verbo adjetivo
Ou advérbio também
Ta explicado o motivo
Mas já o adjetivo
Concorda com substantivo



Sei que a preposição
É palavra invariável
Que relaciona com outras
Deixando bem explicável
Determina relação
Com sua forma agradável

Que liga duas palavras
Que tem. a mesma função
A palavra invariável
Também é a conjunção
Que liga a palavra á outra
Na hora da oração

Sintaxe é parte da
Gramática que estabelece
Relações e combinações
Entre palavras acontece
Ordenação dependência
E concordância prevalece

Análise sintática é
Para melhor se aprender
Se articular nas frases
E nossa língua saber
Buscar o aperfeiçoamento
E tudo compreender

O sujeito é o conjunto
De palavras em oração
Que designa o ser
E respeita com razão
Do qual se declara algo
Entenda bem meu irmão

A respeito do sujeito
Eu também estou lembrado
Que contém que se declara
Explicou bem explicado
Essa parte da oração
Eu chamo de predicado

O verbo de ligação
É o significativo
O verbo é indispensável
Por ser comunicativo
Na constituição da oração
Tá explicado o motivo


Ocorre no predicado
Dependendo das relações
Estabelecem entre eles
De mas termos em orações
Verbo é palavra importante
Com as suas ligações

O verbo de ligação
Por si mesmo nada informa
A penas liga o sujeito
Ao predicado e transforma
Porque ligando um ao outro
Concluiu a sua forma

Característica é o modo
De ser ou de se está
Esse é o predicativo
Do sujeito eu vou falar
Por intermédio de um verbo
Pode o sujeito ligar

Se expressa por si mesmo
Verbo significativo
Ações acontecimentos
Ou fenômenos positivos
Chamados da natureza
Esse é seu objetivo

Verbo intransitivo é
Aquele que por si só
Exprime uma idéia completa
Eu já conheço de có
Sem exigir outro termo
Entenda bem seu Jacó

Já o verbo transitivo
É aquele que não tendo
Sentido completo por si
Mesmo como estou dizendo
Exige um objeto
Conforme eu estou sabendo

Objeto é termo que
Funciona como paciente
Ou receptor do fato
Que completa certamente
O sentido transitivo
De um verbo entenda gente


Transitivo intransitivo
Direto ou indireto
Todo verbo é importante
E lhe ensina correto
Estude e aprenda bem
Pra não ser analfabeto

Objeto se relaciona
A um verbo transitivo
Complementa lhe o sentido
Funcionando positivo
Como um receptor
Por ser muito decisivo

E do processo verbal
O alvo destinatário
O objeto também
É um beneficiário
Estude e aprenda tudo
Porque ele é necessário

Agente da passiva é
Elemento que numa oração
Na voz passiva prática
Com certeza uma ação
Recebida pelo o sujeito
Entenda bem meu irmão

Na voz ativa o sujeito
Pratica ação na passiva
Ele recebe a ação
Da chamada voz ativa
Eu gosto do português
E grito bem alto viva

Adjunto adverbial
É termo palavra ou expressão
Que se relaciona com o verbo
E serve de indicação
As determinadas circunstâncias
Eu irei dizer quais são

Circunstância que ocorre
Também o fato verbal
E tudo sempre acontece
De uma forma especial
Eu gosto do português
E não sou intelectual


Adjunto adnominal
É palavra ou expressão
Que se ajunta a um nome
Como diz a oração
Para especificar o sentido
Desse nome com razão

Atribuindo lhe uma
Característica e qualidade
Ou o modo de ser
Essa é a realidade
Adjunto adnominal
Tem especialidade

Termo que através de um
Verbo de relação se relaciona
Ao sujeito atribuindo-lhe
Uma qualidade de dona
Característica ou estado
Que serve como coluna

Esse é o predicado
Do sujeito veja bem
Que sujeito e predicado
Seu valor cada um tem
O português é assim
Quando um vai o outro vem

Complemento nominal é o termo
Que através da preposição
Relaciona-se a nomes
De sentido meu irmão
Incompleto para completa-lhe
A significação

Pra quem não sabia aposto
É o termo que explica
Ou resume o sentido
Do texto e especifica
Esclarece ao o qual
Refere-se e justifica

Vocativo é para chamar
Pelo o nome ou apelido
Característica ou ser
Pessoa ou coisa entendido
Pessoa com quem se fala
Esse é bem esclarecido


Estudo do predicado
Eu quero aprender direito
É aquilo que se diz
A respeito do sujeito
Quem não sabia se esforce
Para aprender satisfeito

Período composto é
Ele o período formado
Por duas ou mais orações
Conforme aqui foi ditado
E quem conhece o assunto
Não diz que estou errado

É o período composto
Por sua subordinação
E oração principal
Subordinada oração
Porém necessariamente
Nessa ordem digo não

Já o período composto
Por coordenação me agrada
Só porque nele está
A oração coordenada
Assim sucessivamente
Eu vou seguindo a estrada

No período misto está
A oração principal
Subordinada ou coordenada
Oração é coisa tal
Não necessariamente
Mas nessa ordem legal

Toda oração que funciona
Com termo sujeito ou objeto
Adjunto adverbial
De outra eu digo direto
Oração subordinada
Falei e estou correto

A oração principal
É toda oração que tem
Associada a ela uma
Ou mais de uma também
Oração subordinada
Ouviu cara entenda bem


Oração subordinada
Digo com toda razão
Funciona como termo
De uma outra oração
Quem inventou o português
Tinha imaginação

A oração principal
Saiba bem que é aquela
Que tem outra oração
Funciona como o termo dela
De uma forma ou de outra
Oração é muito bela

Causal indica a causa
Como uma vez que por que
Orações conjugações
Quero dizer a você
O português é assim
Em quase tudo existe um que

Condicional exprime
A condição se a menos
Que desde que contato
E vai ganhando terrenos
Conjunções e os exemplos
Para grandes e pequenos

Consecutiva indica
A conseqüência do fato
Tão tanto tamanho que
Eu digo e não é boato
Expresso na oração
Principal eu lhe relato

Conformativa estabelece
O modelo ou a forma
De acordo com o qual
Ocorre o fato e transforma
Como segundo também
Seja conforme ou com forma

Concessiva exprime um fato
Que poderia impedir
Muito embora não impeça
Mesmo quando quer agir
Ainda que ela queira
Nunca pode coagir


Comparativa estabelece
Uma comparação
Como mais menos e que
E cada conjugação
Está dando um bom exemplo
Pra quem gosta da lição

Final é finalidade
Para que a fim de que
Temporal espreme o tempo
Quando enquanto logo que
Desde que a ocorrência
Explique bem a você

Tanto faz proporcionar
Como proporcionalmente
Á proporção que, a medida.
Que quanto mais tá na frente
As conjugações são boas
Até pra fazer repente

Origem na palavra grega
A palavra sindética tem
Sindetom significa
Conjunção entenda bem
E o resto do assunto
Irei escrever além

Portanto quando se diz
Uma oração coordenada
É sindética apenas esta
Se informando camarada
Que ela apresenta uma
Conjunção nessa parada

A oração coordenada
Que no período composto
Não funciona como termo
Nem tem outro como encosto
Funcionando como termo
Mesmo de contra ao seu gosto

Aditiva é a palavra
Estabelece uma adição
E nem e não só e mas
Também com toda razão
Esse é o principal
De cada conjunção


Adversativa indica
Uma idéia contrária
Más porém e toda via
Com tudo extraordinária
No entanto e entretanto
Não obstante é necessária

Alternativa espreme
Opção ou alternância
Ou ora ou ora quem
Quer que tem muita importância.
Esse sentido no texto
Da uma boa elegância

Conclusiva é que indica
Um fim uma conclusão
Lógica relativamente
Ao fato da outra oração
Logo pois após por isso
Portanto preste atenção

A explicativa é
Porque que pois colocada
Contém justificativas
Estão expressas na parada
E até antes do verbo
Entenda meu camarada

Pra você que não sabia
Concordância nominal
É o príncipio de acordo
Sabemos que com o qual
Toda palavra variável
Tem o referencial

Referente ao substantivo
Deve se flexionar
E alterar a forma
Para se adaptar
A ele em principais regras
Um com outro concordar

Você que estuda sabe
Que concordância verbal
Ela ensina tudo no
Principio gramatical
Que determina como verbo
E é muito especial


Deve flexionar-se
E de forma variar
Ao sujeito da oração
Assim para se ajustar
Eu estou trocando a forma
Só para poder rimar

Sujeito simples é aquele
Que um único núcleo tem
O núcleo do sujeito nunca
É rígido e entenda bem
Determinado por preposição
Como com de e em

Sentido fazer carinho
Satisfazer agradar
O verbo também é ver
Socorrer e ajudar
Pertencer e assistir
Visar mirar aspirar

Verbo regência e exemplo
E tem também o sentido
Mas eu vou falar da crase
O que eu tenho aprendido
O chamado acento grave
Eu não estou esquecido

Emprego casos e exemplos
Tem crase opcional
E a crase obrigatória
E proibida que tal
Já acabei o resumo
Portanto ponto final

Uma língua indo-européia
É o conhecido inglês
Pertence ao grupo germânico
O qual se divide em três
Do germânico ocidental
Quero dizer a vocês

Existe o inglês antigo
O médio e hoje o moderno
Hoje ele esta no Book
Exercesse e no caderno
Enquanto o mundo existir
O inglês será eterno


A língua espanhola tem
Sua origem no latim
É derivado do indo
Europeu eu sei que sim
Muito falada no mundo
Alguém falou para mim

O idioma romano
É a língua espanhola
Sua raiz é latina
Eu aprendi na escola
Linguajar castelhano
O espanhol tem bitola

quinta continuação do português rimado

quinta continuação do português rimado
Autor Raimundo nonato da silva
De Sousa na Paraíba

F v t d p b
Os sons parecem eu retrato
Fim e vim tato toca e doca
Dado bois patos e bato
Se formos dá ponto aos sons
O jogo termina impa to

Presente do indicativo
Tu parte eu parto partimos
Ele e ela também partem
Saudade nós não sentimos
Eles elas todos partem
E na estrada seguimos

Diz o pretérito perfeito
Eu parti e tu partiste
Ele e ela partiram
Nós partimos todos tristes
Eles e elas partiram
Somente a saudade existe

Fala o pretérito imperfeito
Eu parti e tu partias
Ele ou ela partia
Nós partimos sem heresias
Eles e elas partiam
Naqueles passados dias

No futuro do presente
Partirei e tu partirás
Nós partiremos e ele
E ela também partirá
Eles elas partirão
E quem acompanhará

Eu partiria e tu partiria
No futuro do pretérito
Ele ou ela partiria
Nós partiríamos direto
Eles e elas partiriam
Pro carro ficar completo









Palavra que modifica
O verbo eu posso falar
Chamamos de advérbio
No clássico e no popular
Um pouquinho sobre eles
Pra vocês irei falar

Pois o de afirmação
Pode ser sim certamente
De dúvida possivelmente
Talvez e provavelmente
O de negação é não
De todos estou ciente

Tem o de intensidade
Bastante de mais e mais
Quase menos muito eu sei
Que são esses principais
Quem conhece todos bem
É sábio e muito capaz

De lugar a baixa a cima
Adiante além ali
Cá atrás dentro lá fora
Perto longe ou aqui
São coisas que eu estudo
E com esforço aprendi

O advérbio de modo
E assim; bem, devagar.
Docemente, geralmente
E depressa é bom falar
Sempre termina em mente
Faço questão de explicar

De tempo e amanhã cedo
Nunca tarde ainda agora
Jamais depois já e logo
Sempre antes e outrora
Tudo isso e muito mais
O pesquisador explora





Pois a expressão agente
E usada em lugar de nós
Pede o verbo na terceira
Pessoa eu digo veloz.
A qual é do singular
Eu digo de baixa voz

A gente gosta a gente faz.
E até a gente aprendeu
Se substituir a expressão
A gente por nós e não eu
Nós gostamos nós fazemos
No plural se escreveu

Que liga uma palavra á outra
Chamamos preposição
Por exemplo a e após
Até contra e com razão
De desde em entre e pára verbo
Também faz conjugação

Por sem também são chamados
De preposição também
Sob sobre e trás
E como eu já disse sem
Parecem insignificantes
E grandes valores têm

A letra a pode ser
Preposição ou artigo
Não podemos escrever
AA aquela como eu digo
Por isso usamos acento
Grave e falando eu prossigo

O acento grave indica
Que ouve uma crase bela
Fusão assim ao invés
De á a se escreve á aquela
E assim se torna crase
Como o português revela

Para mim é empregado
Quando não apresentar
Verbo no infinitivo
Com a terminação e r i r a r é ar
É do jeito que falei
E não queira duvidar


Para eu é empregado
Quando o verbo é a seguir
Com a terminação ar
Com é r e com i r é ir
O português é tão bom
Que pode nos divertir

Quando o c não tem cedilha
Se for com a fica cá
Mas se for a cedilhado
Com o som de s é Sá
Só se usa o ç cedilha
No u no o e no a

Sei que b l e b r
C l é especial
Como c r e d r
É também muito legal
F l e f r
G l é consonantal

Temos g r e p l
P r são importantes
T r t l u r
Todas elas estão constantes
Eles se unem as vogais
E também são consoantes

O português é bonito
Esses são os seus sinais
Para quem quer aprender
Genitais e digitais
Outros que são importantes
Não esqueçam os cardeais

Se mau com u é antônimo
De bom, como diz alguém.
A, pois o mal com o l.
É o antônimo de bem
Quem sabe certo não ensina
O errado pra ninguém

Mal com l ou mau com u
Para saber empregar
Basta trocar os antônimos
Antes de você usar
E se corresponder bem
Vai se aperfeiçoar


Essas duas consoantes
Quero dizer a você
O n só aparece
Antes de s e de d
Já o m é diferente
Antes de b e de p

A letra m e a n
Produzem um som nasal
O qual sai pelo o nariz
Acho muito especial
Eu já falei isso um dia
Para fulano de tal

Quando é nas vogais abertas
Usa se o acento agudo
Porém nas vogais fechadas
Disse-me quem sabe tudo
Que o acento circunflexo
Faz parte do meu estudo

A viagem com g é
Passeio e execução
Mas se for viagem com j
Tem outra explicação
É de o verbo viajar
Pelo o mundo meu irmão

Ligado a duas palavras
O substantivo composto
O simples é só uma palavra
Não tem outra de encosto
É como o fraco e o forte
Um mole e outro disposto

Encontro consonantal
Eu já falei minha gente
São duas ou mais consoantes
Que tem os sons diferentes
Como blusa, triste e grande.
Assim sucessivamente

Mas quando são duas letras
Que apresenta o mesmo som
Agente chama de dígrafo
Porque nunca muda o tom
Como nascer, cheia e isso.
Aprender eu acho bom


Sei que o i e ou u
São duas semivogais
Com menor intensidade
Pronunciadas, aliás,
Mas com a o u i e
Todas juntas são vogais

O ditongo é o encontro
De uma letra vogal
Com outra letra também
Mas sendo semivogal
O português é difícil
Mas é muito especial

O tritongo é o encontro
Da semivogal também
Com uma vogal e outra
Semivogal eu sei bem
Ta na palavra Uruguai
Quem estuda sabe bem

O encontro de vogais
Em sílabas diferentes
Nós chamamos de hiatos
Sabem os inteligentes
Ditongo e tritongo são
De hiatos descendentes

A língua portuguesa teve
Sua origem no latim
Lá na região do lácio
Hoje é Roma eu sei que sim
Na antiga região
Quer saber pergunte a mim

Contou com um fator importante
A hegemonia romana
Roma conquistava os povos
Se o espírito não me engana
Com latim oficial
Outra linguagem bacana

Duas espécies de latim
Em Roma tinha eu admito
O clássico escrito e falado
Por homens cultos acredito
E o vulgar pelo povo
Que não dizia bem dito


Foi na colonização
A nossa linguagem tupi
Hoje temos português
E castelhano aqui
Inglês francês e espanhol.
Cada um faça por si

O conceito da gramática
É uma coisa criativa
Existem duas gramáticas
Mais de uma alternativa
A gramática natural
E a gramática normativa

A gramática natural
Eu acho muito bacana
Da natureza da língua
E da natureza humana
Aprender sobre os sistemas
E regra que não engana

Da gramática normativa
Eu ainda estou lembrado
Existem normas e regras
Conjuntos sistematizados
Suas orientações
Deixam os homens preparados

Para escrever e falar
De acordo com o padrão
O culto da língua certa
Conforme ensina a lição
Gramática é quebra cabeça
Aprende quem tem noção

Fonologia é a parte
Da gramática que estuda
Estrutura fônica sonora
Da palavra e muito ajuda
Nas unidades lingüísticas
Sabe bem quem muito estuda

Letra é representação
Gráfica e é do fonema
Fonema quer dizer som
Já resolvi o problema
Com a letra escrevo a música
Com som declamo o poema


Tem seis letras e seis fonemas
Na palavra poesia
Dígrafo é um só fonema
Eu falo com garantia
O português é difícil
Mas nos traz sabedoria

Am n a é dígrafo
Assim como em e en
O m um im in outros mais
Disso eu sei muito bem
Eu aprendi e ensino
Não vou negar pra ninguém

Classificação dos fonemas
Pelo o que sei, aliás,
São três tipos de fonemas
Vogais e semivogais
Em consoantes também
Todos três são principais

Sei que nas cordas vocais
As vogais formam seu som
Passa pela boca e sai
Pra fora num ritmo bom
Não sofre interrupção
E nem atrapalha o tom

Quando uma sílaba aparece
Ligada a uma vogal
Não digo semi-metade
Eu chamo semivogal
As quais são semivogais
Cada uma especial

Semivogal é aquela
Chamada vogal segunda
Está depois da primeira
Por favor, não se confunda,
E procure entender
Que a gramática é profunda

Consoantes são os sons
Produzem-se quando a corrente
De ar vindo dos pulmões
É momentaneamente
Interrompida pela língua
Pelos os lábios ou os dentes


Os ditongos e tritongos
Todos são especiais
Pronunciadas pela boca
Nós chamamos de orais
Em parte pelo nariz
Nós chamamos de nasais

Em uma só emissão de voz
A sílaba é pronunciada
A sílaba é um fonema
Há qual muito me agrada.
É melhor saber de tudo
Do que não saber de nada

A semivogal é sempre
Pronunciada fracamente
Toda sílaba sempre tem
Única vogal certamente
Aprenda e diga aprendi
Com quem é inteligente

As variações lingüísticas
São mais do que importante
Elas são utilizadas
Por alguém interessante
Que por estudá-las bem
Hoje é muito falante

Na linguagem portuguesa
Um é recruta outro é craque
Pronuncia palavra e frase
Todas estão em destaque
Porém na mesma linguagem
Cada um tem um sotaque

Na variação histórica
O português se renova
Com linguagem e com grafia
Quem analisa comprova
Esquece a palavra velha
Aprende a palavra nova

Ortografia é a parte
Da gramática que determina
Como a palavra deve
Ser escrita e ensina
Segundo os padrões da mesma
E serve até de doutrina


Sufixo são terminações
Em, eza com certeza.
Em ÊS de francês.
Em esa de camponesa.
Indicam nacionalidade
E origem eu tenho certeza

Outro sufixo bacana
Existe o sufixo Isa
Masculino e feminino
Saber dele alguém precisa
Que sendo ele é profeta
Sendo ela é profetisa

O sufixo êz e eza
Se for ez é rapidez
No fim de leveza é eza
Quero dizer a vocês
Tudo isso e muito mais
Existe no português

Ez e eza são sufixos
Que se unem aos adjetivos
Unidas para formarem
Também os substantivos
Que os quais são abstratos
Sendo assim são positivos

Com s na última sílaba
Os verbos são derivados
De palavra que tem s
São escritos e formados
Começando por Isa
Sou um dos bens informados

Palavra que não tem s
Na última sílaba também
Esses verbos são formados
Com z eu sei muito bem
Frizar também é um verbo
O s sai e o z vem

Depois de ditongo é s
Nunca se emprega o z
Não confunda o z com s
Nem o j com o g
Que j é na última sílaba
É derivado e não g


Palavra na última sílaba
Se for escrita com j
Da origem a derivados
Quem sabe português nota
Que estou dizendo certo
E não sou um idiota

Depois de ditongo emprega-se
X e não ch
Mal com l ou mal com u
Tem alguém que chama má
Se for à linguagem matuta
O português é um chá

O mal escrito com l
É o antônimo de bem
Mau com u é o antônimo
De bom eu aprendi bem
E o que me ensinaram
Hoje eu ensino a alguém

Palavras que tem sentidos
Diferentes são homônimas
Mas tem as mesmas pronúncias
E rima até com anônimas
Pro verso ficar completo
Só é colocar parônimas

Parônimas são as palavras
De sentidos diferentes
Que apresentam entre si
Semelhanças aparentes
Na grafia e na pronuncia
Sabem os inteligentes

É acentuação gráfica
Uma coisa preferida
Possibilita palavras
Para ela ser bem lida
Quando for pronunciada
Corretamente em seguida

As regras gerais ensinam
Sobre a tônica e oxítona
Sobre acentuação
Da palavra paroxítona
E para rimar com ela
Tem A proparoxítona


Ditongo é pronunciado
Seja fechado ou aberto
Com a boca mais fechada
Sai errado eu digo certo
E regras complementares
Aprende quem é esperto

Morfemas são os menores
Unidades bem singelas
São significativas
Com as suas formas belas
Porque formam as palavras
E dão sentidos pra elas

Toda palavra é formada
De um mesmo radical
São chamadas cognatas
Diz o estudo legal
Mas sofrem alterações
Se for radical o tal

Ajuntam-se ao radical
Os afixos são morfemas
Mas antes do radical
Prefixos armam o esquema
Sufixos aparecem depois
E rima com os fonemas

Prefixo quer dizer in
Sufixo quer dizer avel
E se juntar com explique
Vira nome inexplicável
Minhas observações
Faço de um jeito agradável

Desinência são morfemas
Que se juntam ao final
Das palavras para indicarem
Flexões e coisa e tal
Subdividem-se em dois tipos
Cada um especial

Desinência nominal
Também segue o seu destino
Marca o gênero masculino
E também o feminino
E o número singular
E plural e eu combino



As desinências verbais
Indicam variações
Tempo passado e presente
Futuro das gerações
Só sei que de pouco a pouco
Vou chegando as conclusões

Indica formas verbais
Com o modo indicativo
A Desinência verbal
Também é substantivo
Número singular e plural
E também imperativo

Vogais temáticas verbais
Pra quem tem experiências
Elas se colocam entre
Radicais e desinências
Quem estuda português
Sabe dessas ocorrências

Sei que as vogais temáticas
Tem dupla finalidade
Preparar o radical
E a sua qualidade
Pra receber desinência
Unidos com igualdade

Indica conjugação
Que os verbos pertencem sim
Verbo primeiro e segundo
Terceiro e até o fim
Quem sabe o que estou dizendo
Não vai desmentir a mim

Nem toda forma verbal
Apresenta vogal temática
Sobre esses quatro morfemas
Alguém precisa ter tática
Radical afixo e desinência
Eu levo tudo na prática

Se alguém liga dois morfemas
Pode ser interessante
Porque pode apresentar
Uma vogal ou consoante
O português não é facil
Mas é bom e importante


Morfemas gregos latinos
Quem sabe certo não erra
Frigi-radical latino
Quer dizer frutos da terra
Para defender o certo
Eu enfrento até a guerra

Voraz radical latino
Significa quem se alimenta
Está sufixo de origem
É grega que se apresenta
Adeptos de seguidor
Quem sabe bem não se esquenta

Palavra frugivorista
É formada por três elementos
São radicais e prefixos
E sufixos bem atentos
Estou falando de acordo
Com os meus conhecimentos

Em alguns radicais gregos
Eu tenho sabedoria
Biblio livro biblioteca
Antropo homem antropogia
Radical sentido exemplo
Falo com categoria

Alguns radicais latinos
Até exemplo e sentido
Filo, amigo, filantropo.
Tudo eu tenho aprendido
Só não coloco mais coisas
Porque o livro é resumido

Em alguns prefixos gregos
Sentido exemplos também
Tem a, an e negação.
E privação também tem
Tem eu bom e eufonia
E outros que vão além

Alguns prefixos latinos
Eu tenho conhecimento
A-/ b-/ abs
Sentido e afastamento
Exemplo e abdicar
Eu aumento cem por cento

Porém em alguns sufixos
Sabe quem é sapiente
Que ário é de operário
E o eiro certamente
É sufixo de padeiro
Fala no exemplo a frente

Que da origem a palavra
Chama-se derivação
Dois processos na palavra
Chamamos de formação
A derivação é uma
A outra é composição

Derivação pode ocorrer
Até de cinco maneiras
Prefixal, sufixal
Parassintética altaneira
Regressiva e imprópria
Digo e não é brincadeira

Derivação regressiva
Esse processo certamente
Forma o substantivo
Indicador evidente
De ação pelo o acréscimo
Das vogais vejam na frente

O a o e ou o ó
Dos verbos são radicais
Derivação regressiva
Tem de ter essas vogais
O a o e ou o ó
São as letras principais

Derivados regressivos
São eles substantivos
Indicadores de ação
Criticas e outros motivos
Resgate choro e ataque
Beijo e compra os positivos

Ela não é derivada
Designa-se objeto
Substância lamina azeite
Com prego eu digo direto
Assim não é regressiva
Primitivo é o correto


Na formação da palavra
O hibridismo consiste
Reunião de morfemas
Sufixo também existe
Idiomas diferentes
Só aprende quem insiste

Processo de formação
Outro é onomatopéia
Processo de afirmação
De palavra é boa idéia
Consiste na imitação de som
Como zoada de platéia.

Na língua portuguesa
Existem dez classes gramaticais
E seis são constituídas
Por palavras aliais
Chamadas de variáveis
Essas seis são principais

Existe substantivo
Adjetivo e artigo
Numeral pronome e verbo
São variáveis eu vos digo
E quem souber dessas coisas
Irá concordar comigo

As quatro constituídas
Por palavras invariáveis
Advérbio preposição
E conjunção são agradáveis
Com Interjeição são quatro
Essas são as responsáveis

Locução adjetiva
É toda expressão constituída
Em geral por preposição
As quais dirão em seguida
De com sem etc
Ouviu bem minha querida

Coisa importante é
O grau do adjetivo
É a flexão que expressa
Caracteriza o substantivo
Além do grau normal existe dois
Comparativo e superlativo


Gênero do adjetivo
Masculino e feminino
Número do adjetivo
É plural e eu combino
Que o outro é singular
Com número e gênero termino

Existe a linguagem correta
Cientifica e especial
E existe outra linguagem
Chamada coloquial
Na qual caipira e matuto
Acha que tudo é normal

Palavra que se coloca
Antes do substantivo
Definido ou indefinido
Cada um é positivo
Determinando maneira
Ele é comunicativo

Artigo substantivo
Por este lembrado eu digo
Sei que é toda palavra
Determinada por artigo
Juntando um com o outro
Dessa maneira prossigo

O artigo indefinido
Não poderá ser usado
Antes do nome de cidade
Conforme eu estou lembrado
E de pessoas famosas
Também não é colocado

Artigo é obrigatório
E também tem seu valor
Nome de cidade e pessoa
Apresentar caracterizador
Isso o português ensina
E eu também sou leitor

Numeral é palavra usada
Para expressar quantidade
Cardinal é quem indica
A quantidade é verdade
Determinada de seres
Sem deixar pela metade


Ordinal é quem indica
A posição de alguém
Ou alguma coisa oculta
Esta seqüência também
Estude e quebre a cabeça
Que irar entender bem

Nós sabemos que o triplo
Ele é multiplicativo
Fracionário e divisão
Aprendi porque sou vivo
Exemplo apenas um terço
Ele tem no seu arquivo

Uma figura de linguagem
Determinado companheiro
Chamamos de hipérbole
Linguagem que tem exagero
Internacionalmente
Assim diz o violeiro

Classificação do pronome
Envolve três elementos
Básicos e denominados
Diz quem tem conhecimentos
Pessoas gramaticais
Estão nos seus fundamentos

Primeira pessoa é
O que escreve ou o que fala
A segunda ouve ou lê
Mesmo sabendo se cala
Terceira pessoa ou coisa
Eu falo e nada me abala

Os pronomes podem ser
Pessoais e possessivos
Indefinidos também
Relativo e demonstrativo
Não posso esquecer que têm
Também interrogativo

Os pronomes pessoais
Podem exercer a função
De sujeito ou tratamento
Digo com toda razão
Dupla possibilidade
Têm a sua execução.

Quarta continuação do português rimado

Quarta continuação do português rimado
Autor poeta Raimundo nonato silva
Da Cidade de Sousa na Paraíba


Nos pronomes pessoais
De tratamento admita
Que tem senhor e senhora
E também a senhorita
Você e vocês também
Sei que o povo acredita

Vossa senhoria é
Tratamento cerimonioso
Para alta autoridade
Tem um jeito caprichoso
Chamo de vossa excelência
Em um linguajar dengoso

Já de vossa majestade
Chamamos reis e rainhas
Vossa santidade é Deus
Eu digo nas frases minhas
Vossa alteza é para os príncipes
Também para as princesinhas

De vossa reverendíssima
Tratamos os sacerdotes
Vossa eminência trata
O cardeal com seus dotes
Meritíssimo é o juiz
Ninguém pense que é trote

Ilustríssimo também é
Tratamento de verdade
Que nós podemos tratar
A quem é autoridade
Os pronomes pessoais
De tratamento é verdade

Os pronomes pessoais
Que indicam muito bem
Posse do substantivo
Eu quero dizer também
Esses principais pronomes
Possessivos para alguém









Primeiro do singular
Meu minha meus e minhas
Sei que referi se ao eu
E eu digo em poucas linhas
E assim vou caminhando
Com eu meus, minha nas linhas.

O primeiro do plural
Nosso nossa nossas sim
Referi-se a nós e nossos
E isso eu não acho ruim
O português é difícil
Do principio até o fim

E na segunda pessoa
Do singular continua
Refere-se a tu e teus
A teu a tua e tuas
Quem tem uma no singular
No plural passa a ter duas

Já a segunda pessoa
Do plural é vosso e vossa
Refere-se a vós e vossos
E vossa que não é nossa
O português é assim
Com ele não tem quem possa

E na terceira pessoa
Do singular e plural
Tem seu sua seus e suas
Eu acho muito legal
E quem aprender comigo
Tem que ser especial

Ás vezes substitui
Como o português revela
A palavra seus e suas
Seu e sua são singelas
De você e do senhor
Delas dele a forma é bela




Os pronomes possessivos
Deverão ser estudados
Até no lugar do nome
Eles podem ser usados
Os pronomes possessivos
Por mim são bem respeitados

Pronome demonstrativo
Mostra um ser indicando
Se esta próxima ou não
Demonstrativo é mostrando
Eu vou explicar agora
Por que dele estou gostando

Este esta estes estas.
E isto indica também
Que a pessoa esta próxima
Quando fala com alguém
E está relacionada
Isso eu vou explicar bem

Com a primeira pessoa
Do plural ou singular
Também as palavras mostram
Esse e essa ao explicar
Esses e essas também isso
Nós podemos estudar

Esse e essa esses e essas
Eu também acho uma boa
Indica que está próxima
E que ninguém fala a toa
E a pessoa com quem fala
É a segunda pessoa

A palavra aquele aquela
Aqueles estão mostrando
Aquela também aquilo
Também esta demonstrando
Afastado da pessoa
Com a qual está falando

Pronomes indefinidos
Refere-se em especial
A terceira pessoa
Chamada gramatical
E mesmo não definido
Do modo vago é legal


Palavras que são pronomes
Indefinido é algum
Alguma alguns e algumas.
Nem uma e também nem um
Nem uns nem umas também
E pode ser até um

Outro e outra outros e outras.
Todo e toda todas têm
Todos e todas, muitos e muitas
Muito e muita também
Pouco, pouca poucos poucas
Eu não nego pra ninguém

Tanta e tanto certa e certo
Certos e certas tantos e tantas
Vário e vária vários e várias
Tantas que eu não sei quantas
Português não faz milagre
Mais suas frases são santas

Os invariáveis são
Alguém algo todo cada
Ninguém modo e outra coisa
Que estar na mesma estrada
E se não for desse jeito
Digo que não sei de nada

Há pronomes indefinidos
Constituídos de mais
De uma palavra são
Locuções pronominais
Indefinidas são essas
Vou dizer as principais

Alguma coisa cada um
Qualquer um ou outro agente
Indefinido é assim
Não tem nada diferente
E só descobre essas coisas
Quem nasceu inteligente

Pronome interrogativo
Representa um ser indicando
Ou como a terceira pessoa
De o discurso estar ficando
De um modo meio vago
Mesmo assim interrogando


Pois os principais pronomes
Interrogativos são
Os Quais quanto também quantas.
Quanta também com Razão
Quantos a que e também quem
Esta tudo na lição

Na ligação com o reto
Da oração o positivo
Não poderei esquecer
Do pronome relativo
Que esse relaciona
Também com o substantivo

Os pronomes relativos
Tem o qual a qual as quais.
Os quais cujo cuja e cujos.
Quanta cujas quanto e mais
Quantos, quantas, os invariáveis.
Que quem e onde os principais

Antônimo de bem é mal
Sinônimo de bom é bem
Antônimo de feio é bonito
e o de falta é quem tem
Como o sinônimo você
És tu e não é alguém

Pois o conjunto das letras
Chamamos de alfabeto
As vogais e consoantes
Nada falta e eu completo
Letra maiúscula e minúscula
Ensinando ler correto

As consoantes só podem
Com apoio das vogais
Serem bem pronunciadas
Mais todas são principais
E as vogais podem sozinhas
Serem faladas aliás

Eu com as letras maiúsculas
Posso escrever se eu quiser
Os substantivos próprios
Nome de Homem ou mulher
Lugares livros e escolas
Só não escrevo um qualquer


O português tudo ensina
E não é feito de fases
O pouco que aprendi
Também pelas minhas bases
Só uso as letras maiúsculas
Para iniciar as frases

Fora as vinte e três letras
Que no alfabeto está
Ainda tem outras três
W Y e a letra K
A k indica quilômetro
Aqui ou mais para lá

W só indica watt
Não vou fazer propaganda
Y é muito usado
Para escrever Yolanda
O Português é tão bom
Que eu não deixo de banda

Explicação do verbete
De a palavra libertar
É soltar abrir a porta
É o mesmo que livrar
Fugir ou correr de alguém
Escapuli escapar

Temos c com som de s
Temos também a cedilha
O ç com sinal em baixo
Eu acho uma maravilha
Não se começa palavra
Com cedilha que não brilha

Sei que o s é usado
Para indicar o plural
Dois s s são chamados dígrafo.
De um só som especial
Não se inicia palavra
Com dois s s que é mal.

O s entre as vogais
Sempre tem o som de z
Batizar juiz gozado
É z eu digo por que
S em camisa e casaco
E casal diz a você


Eu acho muito importante
Sinais de pontuação
Que a gente usa na carta
Em leitura e redação
Sem eles ninguém leria
Corretamente a lição

Dois pontos ( : )é indicando
Que em seguida já vem
A fala dos personagens
Neste caso eu digo alguém
Os dois pontos são para isso
Eu expliquei muito bem

O travessão ( __ ) é indicando
O inicio das mensagens
I o início da fala
De todos os personagens
O travessão é pra isso
Também tem suas vantagens

Interrogação ( ? ) indica
A frase interrogativa
Por isso deve ser lida
Com entonação bem viva
Mesmo de baixo pra cima
Ascendente é positiva

O ponto (.) final indica.
O termino da frase também
Uma pausa na leitura
Em voz alta eu disse bem
Não posso me esquecer
Do valor que o ponto tem

Na pequena pausa (,) a vírgula.
Se não tiver fará falta
Ela é quem indica a pausa
Na leitura em voz alta
A vírgula na redação
Ela é a que mais se exalta

O outro ponto importante
É o de exclamação (!)
Sempre indicando surpresa
Emoção e admiração
E dizer isso a vocês
É uma satisfação


A letra r entre vogais
O som fraco ficará
Mais se colocar dois RR
O som mais forte estará
E palavra com dois RR
Ninguém iniciará

E nas divisões das sílabas
Os dois r r ficam separados
Por exemplo, carretel
Eu ainda estou lembrado
Quem estuda o português
Tem de ter o bom guardado

Sabemos que mal com l
É o antônimo de bem
Mau com u é o antônimo
De bom que é quase bem
Porém de um para o outro
Pouca diferença tem

Antes de p e de b
A letra m é usada
E antes das consoantes
O n esta camarada
Antes de s e de d
O n está na parada

Só antes de p e b
O n não é usado
Mais a letra m e n
Cada uma tem resultado
Por que no fim da palavra
N ou m é reservado

Nesse caso a letra m
Ou n é especial
M e n reproduzem
Um som bonito e nasal
Em parte pelo o nariz
E isso eu acho legal

O acento agudo ( ´ )está
Sempre nas vogais abertas
Porem na palavra fábrica
Eu fiz uma descoberta
Que agudo ou circunflexo
Usa-se na hora certa


Usa-se acento circunflexo (^)
Sempre nas vogais fechadas
Em português e em mês
E noutras palavras usadas
Parece até com chapéu
Daquelas épocas passadas

O til (~) também aparece
Sempre na palavra não
A manhã e outras mais
Não posso esquecer de pão
E outra mais importante
Que a gente usa é a mão

Somente no som nasal
É que usamos o til
Ele indica o som nasal
Nas vogais é nota mil
O til é tão bom de um jeito
Que rima até com Brasil

“O cavalo é de ouro ‘‘“.
Entre aspas é enganoso
Pode estar certo ou errado
Verdadeiro ou mentiroso
Entre aspas é assim
Discreto ou vantajoso

Este sinal (...) reticência
.Indica que o autor deixou.
De dizer alguma coisa
Do texto e não revelou
Estou dizendo do jeito
Que o livro me ensinou

As reticências também
São usadas para deixar
Algum assunto em suspense
Ou para recomeçar
Surgir alguma idéia
Que o autor quis revelar

Quando alguém Diz Ele disse
Dois pontos (: ) é o sinal
Que o outro já falou
Ou ta falando a final
Travessão --- muda de assunto
E um ponto é ponto final


A frase é um conjunto
De palavras organizadas
Que expressa um pensamento
Até piadas e charadas
Só não sabem dessas coisas
Pessoas más informadas

Sei que c h e x
Também tem o mesmo som
Porem chaveiro e xarope
Já está mais do que bom
Pra saber que c h
É dígrafo e tem um só som

Quando a letra g ou j
Acompanha a vogal e
Apresenta o mesmo som
Você pode botar fé
Se eu estou dizendo assim
Pode acreditar que é

Jiló gigante e gemido
Injeção gemada e jeito
Seja o j ou o g
Tem o som do mesmo jeito
E outras palavras mais
Que eu tirei desse pleito

O comprimento com o
Se quer dizer medição
Mais cumprimento u
Se quer dizer saudação
É que o tem som de u
Numas coisas e outras não

Outros sanduíche e vírus
Claro bueiro e bobina
Dourado e jabuticaba
Estourar couve e curtina
Som de o e som de u
Ta em bonita e buzina

A letra h não tem som
Quando ela esta sozinha
Depois de l ou de c
E n se encaminha
É dígrafo e tem mesmo som
Só por causa da vizinha


A letra h não tem som
Sabemos que ela é muda
Mesmo assim ela inicia
Palavra e serve de ajuda
Como hoje Hugo e helena
Isso sabe quem estuda

Mais indica intensidade
É ao contrario de menos
Ela está no grupo grande
E no grupo dos pequenos
Alastra-se pouco a pouco
E vai ganhando terrenos

Já mas indica idéia
Contrária e oposição
Equivale a porém
No entanto com razão
Toda via e outras mais
Que eu não boto em questão

O som de l e de u
ÀS vezes parece igual
Seja anel ou futebol
Funil canil e degrau
Fugiu autor audição
Aula automóvel e cacau

Nessa palavra qualquer
Eu sei que o u de qua
Não é dígrafo e sim ditongo
Veja o u perto do a
Quê que quo é ditongo
Do jeito que aqui está

Sei que andar é um verbo
Que indica movimento
Cantar falar e correr
Eu tenho conhecimento
Quem estuda português
Tem de ter muito talento

Os estudantes não tinham
Idéia de onde estavam
A palavra esta dizendo
Eles não movimentavam
A palavra esta falando
Conforme todos falavam


Aonde significa
E diz para que lugar
É usado dessa forma
Agora eu irei falar
Não indica movimento
Como o verbo ir e chegar

N h é um dígrafo
Tem o mesmo som em ninho
Galinha banho e dinheiro
Minhoca aranha e vizinho
Em linha e companheiro
Caminho e passarinho

L h e l e i
As vezes atrapalham a gente
Mas l h é um dígrafo
De um só som diferente
L e i não é um dígrafo
E tem o som transparente

O s tem som de z
O português fez e faz
Esta vendo aquele muro
O homem se esconde a traás
E a mulher fuxiqueira
Um fuxico agora traz

Oh! Puxa! Meu deus! E hei!
E ai! É interjeição
Oba! Nossa! Olá! Coragem
Por que revela emoção
Psiu! Tomara! E socorro
Muito bem! e atenção!

X i! Viva! U i! e que coisa
E que pena! é também
A interjeição a mostra
A emoção de alguém
Através de uma surpresa
Feita eu não sei por quem

Palavra com é ou i
Ás vezes confunde agente
Na hora de escrever
Vejo tudo diferente
Como pátio arrepio
Criador crânio evidente


S c também é dígrafo
O mesmo som tem de ter
Na palavra adolescente
Crescente nascer crescer
Consciência e nascente
Importante é florescer

Os verbos estão agrupados
Em três as conjugações
A primeira é a e r
Conforme esta nas lições
Brincar amar respirar
E nas suas decisões

Por que separado é usado
Em frases interrogativas
Porque junto é na resposta
Negativa ou positiva
Por que separado é
Pronome em frase negativa

Com acento circunflexo
O porquê é separado
Nas frases interrogativas
Este porque é usado
Quem conhece o português
Não diz que estou errado

Segunda conjugação
Pelo o que posso entender
Se finda com é e r
Na palavra parecer
Também nesses outros verbos
Descer e comparecer

Terceira conjugação
Temos o verbo dormir
Terminado em i e r
Temos subir e tossir
Todos pertencem a primeira
E agora eu quero é rir

Quando o verbo é conjugado
Ele é infinitivo
É diferente do tempo
E do modo indicativo
Sobre presente e futuro
Positivo e negativo


Tu pergunta eu pergunto
Ele ela perguntam bem
Nós perguntamos a ele
Eles elas perguntam a quem
São coisas que eu estudo
E ensino para alguém

No futuro do presente
Tu também perguntaras
Eu perguntarei também
Ele ela perguntaras
Perguntaremos-nos e eles
E elas perguntam já

E no pretérito perfeito
Eu te perguntei perguntaste
Ele e ela perguntará
Nós perguntamos e gostaste
Eles elas perguntaram
E porque tu não falaste

Tu perguntavas da forma
Que eu também perguntava
Nós perguntávamos-mos também
Ele ela perguntavam
Nesse pretérito perfeito
Eles elas não respostavam

No futuro do pretérito
Sei que eu perguntaria
Tu perguntarias bem
Ele ela perguntariam
Nós perguntaríamos
Eles elas perguntariam

Eu sei que gu é um dígrafo
Se unindo a e ou i
E pode até formar sílabas
Do jeito de gue e gui
Aprendi no português
E agora digo aqui

O futuro do pretérito
É para indicar uma ação
Que poderia acontecer
Mas depende de uma condição
E nessa eu não sei dizer
Realiza-se ou não


A letra x é pra me
Uma das letras mais decentes
É a única que possuem
Os cinco sons diferentes
Eu vou explicar um pouco
Para os inteligentes

X com som de c h
Tem na palavra faxina
E x com o som de s
Ta em texto alguém ensina
E x com som de dois s s
É auxílio gente fina

É o presente que fala
Tu entendes e eu entendo
Ele e ela entendem bem
Nós entendemos vivendo
Eles e elas entendem
O que não estou sabendo

Já no pretérito perfeito
Muitas pessoas diziam
Nós entendíamos bastante
Eles elas entendiam
Eu entendia e tu
Uns aos outros corrigiam

Fala o pretérito perfeito
Eu te entendi tu entendeste
Ele ela entenderam bem
E nós entendemos este
Eles elas entenderam
Porque desobedeceste

O futuro do presente
Fala-me assim entendei
Ele ou ela entendera
Tu entendes que eu sei
Nós entenderemos elas
Eles também sobre a lei

No futuro do pretérito
Ele ou ela entenderia
Eu entenderia bem
Tu também entenderias
Nós entendíamos
Eles e elas entenderiam


Eu sou tu é ele e ela
E nós somos com razão
Diz-me assim o presente
Eles elas também são
Estou falando a verdade
E ninguém diga que não

Eu fui tu foi ele e ela
Foi do jeito que nós fomos
Eles elas também foram
Nós fomos mais já não somos
Diz o pretérito perfeito
Não é coisa que supomos

Quando eu era tu eras
Eles e elas eram também
Nós éramos eles e elas
Eram e teve mais alguém
Diz o pretérito perfeito
Fora não fica ninguém

No futuro do presente
Eu serei e nós seremos
Tu serás e ele e ela
Serão também nós veremos
Eles e elas serão
No futuro saberemos

No futuro do pretérito
Tu serias e eu seria
Se eles e elas seriam
Nós seriamos com alegria
Não posso esquecer também
Que ele ou ela seria

Usa-se há do verbo haver
Para indicar tempo passado
Pode ser substituído
Por faz eu estou lembrado
No sentido de existir
E estar bem explicado

Usa-se a preposição
Para indicar distância
Ou o tempo e o futuro
O a tem muita importância
O h tem som de a
Mais não entra ema discordância