Poeta Raimundo Nonato
quinta-feira, 14 de março de 2013
O caçador de amor
Raimundo Nonato
Sou caçador que a caça
Foge para depois vim
Eu deixo a caça fugir
Porque eu sei que no fim
Olhar atraente caça
Sem eu procurar a caça
Ela procura por mim
Sou paciente e tranqüilo
Não preciso ir à loucura
Quem corre se precipita
E termina em desventura
Minha caçada tem graça
Sou um caçador que a caça
Virar a minha procura
Sou caçador que com a mira
Dos olhos mira o amor
Disparo os raios dos olhos
Acerto sem deixar dor
Atiro em qualquer lonjura
Dos olhos mira o amor
Disparo os raios dos olhos
Acerto sem deixar dor
Atiro em qualquer lonjura
E caça mulher procura
O poeta caçador
Eu sei que a caça mulher
Muito tenho procurado
A que procuro não acho
E a que tem me procurado
Eu apenas digo passa
Não quero e por outra caça
Breve serei bem caçado
O poeta caçador
Eu sei que a caça mulher
Muito tenho procurado
A que procuro não acho
E a que tem me procurado
Eu apenas digo passa
Não quero e por outra caça
Breve serei bem caçado
Minha arma não usa pólvara
Espoleta nem festejo
O disparo é um abraço
E a bala é um bom beijo
A própria caça relata
Caçador de amor não mata
O corpo e sim o desejo
Sou um caçador que foge
Da caça que hoje me caça
E sem ir a traz da caça
Ela procura e me abraça
Com ima de caçador
Sem alvejar o amor
Já ganhei mais de uma taça
Guerreiro não retrocede
Autor poeta
Raimundo Nonato
Eu posso até não chegar
Autor poeta
Raimundo Nonato
Eu posso até não chegar
Aonde quero e pretendo
Mais insisto e não desisto
Não me entrego e não me rendo
Deus me fez para ser forte
Até na hora da morte
Resisto mesmo morrendo
Enquanto eu estou vivendo
Vou lutar pra conseguir
Chegar ao lugar que quero
E sem já mais desistir
Não sei até onde vou
Quem é do jeito que sou
Não é homem de fugir
Posso até não conseguir
Ganhar o meu galardão
Vou me defender lutando
E com coragem de leão
Pra conseguir o que quero
Se vir de Deus eu espero
Só não posso é abrir mão
Eu quero ser campeão
E sem derribar ninguém
Vou vencer com honra e mérito
Sem passar perna em alguém
Sem inveja e ambição
Verdadeiro campeão
Vence com a força do bem
Muito mais de um alguém
Já tentou me dar rasteira
Não cai mais se cair
Levanto e bato a poeira
E com moral na labuta
Eu volto e enfrento a luta
Eu não sou de brincadeira
Minha fé é altaneira
Viva é a minha esperança
Tem hora que eu sou fera
Tem hora que sou criança
E o troféu da vitória
Com força e coragem se alcança
Mais insisto e não desisto
Não me entrego e não me rendo
Deus me fez para ser forte
Até na hora da morte
Resisto mesmo morrendo
Enquanto eu estou vivendo
Vou lutar pra conseguir
Chegar ao lugar que quero
E sem já mais desistir
Não sei até onde vou
Quem é do jeito que sou
Não é homem de fugir
Posso até não conseguir
Ganhar o meu galardão
Vou me defender lutando
E com coragem de leão
Pra conseguir o que quero
Se vir de Deus eu espero
Só não posso é abrir mão
Eu quero ser campeão
E sem derribar ninguém
Vou vencer com honra e mérito
Sem passar perna em alguém
Sem inveja e ambição
Verdadeiro campeão
Vence com a força do bem
Muito mais de um alguém
Já tentou me dar rasteira
Não cai mais se cair
Levanto e bato a poeira
E com moral na labuta
Eu volto e enfrento a luta
Eu não sou de brincadeira
Minha fé é altaneira
Viva é a minha esperança
Tem hora que eu sou fera
Tem hora que sou criança
E o troféu da vitória
Com força e coragem se alcança
Secretario de segurança do Brasil
Autor poeta
Raimundo Nonato
Se a justiça brasileira
Entregar-me o fuzil
Quinhentos homens armador
Ou mesmo no Maximo mil
Boto o comando em ação
Nem bandido nem ladrão
Não fica um no Brasil
Começo pelas cadeias
Fazendo grande limpeza
Quem for perigoso e ruim
Irá morrer sem defesa
E com seis meses pra frente
Quem era mal vira gente
Não quer fazer malvadeza
Mando fazer um ferrão
Com o R de Raimundo
E N de Nonato
Quente vermelho e profundo
Pra ferrar de um lado e outro
Na bunda de vagabundo
Secretario de justiça
Tendo ordem a coisa vai
Com a lei Raimundo nonato
O bandido diz ai! Ai!
Com seis meses o delinqüente
Quando me visse na frente
Diz a benção papai
Não acaba se não quiser
Eu ensinei o segredo
Acabando os que estão presos
Os livres ficam com medo
Eu ensinei a lição
Bandido na minha mão
Não dura se finda cedo
Se a justiça tiver medo
De agir contra bandido
Ninguém vai sair de casa
Tem que viver escondido
Com a droga dominando
E o bandido matando
O Brasil está perdido
Através da poesia
O bem e alegre percebo
Poesia é como um pão
E como a água que bebo
São flores que sei doar
São as rosas que eu recebo
Eu encontro poesia
No sorriso da criança
Nos toques dos instrumentos
Nos lindos paços da dança
No branco que é da paz
E no verde da esperança
Nas caricias dos amores
No prazer da alegria
Na lua que enfeita a noite
No sol que esquenta o dia
Onde olho em minha volta
Eu encontro poesia
Eu encontro a poesia
Na força do pensamento
Velocidade da luz
E ligeireza do vento
E na grandeza de Deus
Que é bom a todo o momento
quarta-feira, 13 de março de 2013
Herói do sertão
Poeta Raimundo Nonato
Dionísio Joaquim da silva
Nasceu no sitio pinhão
Município de Vieirópoles
É daquela região
Da família Pedro e Barbosa
Filho de Joaquim Pedro e Rosa
Maria da conceição
É um herói do sertão
Um verdadeiro guerreiro
Agricultor e poeta
Carpinteiro marceneiro
Pedreiro e encanador
Repentista cantador
Pai de Raimundo violeiro
Pai trabalha o tempo inteiro
É muito trabalhador
Verdadeiro cidadão
Reconheço seu valor
Meu pai é muito bacana
Não posso pagar com grana
Tudo que devo ao senhor
Versos simples com amor
Faço por ter conhecimento
Seu pudesse pagar um
Por cento nesse momento
Não posso pagar nem um
Deus me ajude fazer um
Pra quem já fez cem por cento
Com esforço e sofrimento
Trabalhou todo segundo
Vertendo o suor do rosto
O herói pai de Raimundo
Sempre me defendeu bem
Quando ele ouvia alguém
Chamar-me de vagabundo
Para o poeta Raimundo
A primeira viola comprou
Minha primeira sanfona
A comprar ele ajudou
Pai e mãe têm alto preço
Por ser filho eu reconheço
Muito agradecido estou
Heroína do sertão
Poeta Raimundo Nonato
Rita Moreira da Silva
Minha mãe mulher guerreira
Perdeu o pai quando nova
Trabalhou a vida inteira
Com cinco anos de idade
Mãe teve dificuldade
Na roça a vida campeira
Vendia roupa na feira
Fez do comercio uma mola
Mesmo sem ter muito estudo
Sem freqüentar a escola
No trabalho era importante
Foi sacoleira ambulante
Sem vergonha da sacola
Com produto na sacola
Vendendo rede também
Comprava pra revender
Se envelhacar ninguém
No comercio escalou picos
Hoje não estamos ricos
Mais nós hoje estamos bem
Mãe a benção de Deus tem
E tudo que faz da certo
No comercio é abençoada
E de Deus sempre está perto
Deus abençoa os bens seus
Quem tem a benção de Deus
Ta bem até no deserto
Em qualquer comercio a certa
E por ser trabalhadora
Deus multiplica o pouquinho
Que tem minha genitora
Ajuda ela me ajudar
Mãe é rainha do lar
Grande mãe batalhadora
Do meu pai adjuntora
Casal que Deus abençoa
Mesmo o filho sendo ruim
Mãe ama o filho e perdoa
Eu não sou flor que se cheire
Mais pai é bom e mãe é boa
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