Poeta Raimundo Nonato

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O valor que a bunda tem Autor poeta

O valor que a bunda tem Autor poeta
Raimundo Nonato da silva

A bunda quando é bonita
Enfeita o corpo de alguém
Vai em cima e vai a baixo
Na hora do vai e vem
E produz um lindo enfeito
Digo com todo respeito
O valor quer a bunda tem

Tem bunda bem feita e bonita
E bunda malfeita e mole
Tem dura como borracha
E mole que só um fole
Bunda bonita se mexe
Bunda feia não remexe
Nem balança nem se bole

Tem bunda de todo jeito
Bunda grande e bunda pequena
Bunda branca bunda preta
E bunda loira e morena
Parece até um segredo
Bunda de homem faz medo
Mas, de mulher vale apena.

Bunda de mulher é lisa
É linda mulher bunduda
Homem tema bunda feia
Caspenta e cabeluda
Pode achar ruim quem quiser
Bunda linda é de mulher
Dessas que é traseiruda

Mulher tem bunda pra fora
Homem tem bunda pra dentro
Bunda de homem eu estou fora
Bunda de mulher eu me concentro
Já disse a comadre Raimunda
Se o assunto é boa bunda
A onde estiver eu entro

Eu sou especialista
Em bunda bonita ou feia
Bunda magra bunda gorda
Bunda seca e bunda cheio
Este erro eu não cometo
E olha que não me meto
De falar na bunda aléia



No assunto de bundinha
Meu amigo eu digo á tu
Tem mulher da bunda mole
Parece um prato de angu
Outra é como tanajura
Da bunda empinada e dura
Como carne de caju

A mulher da bunda magra
Onde senta sente dor
Outra tem bunda macia
Como se fosse isopor
Onde eu fico olhando
Os caba vendo e falando
Esta bunda tem valor

Tem bunda de todo tipo
Aprumada e bunda torta
Bunda pensa e bunda larga
Bunda estreita viva ou morta
Bombom vivo e bombom morto
Bombom que traz bom conforto
E bombom que desconforta

Tem mulher com a bunda em cima
Outra a bunda é lá em baixo
Outra com a bunda nas costas
Não é coco, mas, tem cacho.
É tão feia a bunda dela
E pro cabra ficar com ela
Precisa ser muito macho

Tem mulher que não tem bunda
Faz plástica em toda parada
Tem bunda sem silicone
E bunda siliconada
É bom que não se confunda
Noutra a gente caça bunda
Mais não tem bunda e nem nada

Bunda quadrada ou redonda
E bunda pontiaguda
Mulher da bunda pequena
E mulher que é popouzuda
Não vou negar pra ninguém
Com valor que a bunda tem
Se a mulher for feia ajuda


Vejo mulher que mistura
Matéria prima com humana
Siliconada bunda e peito
Faz plástica e cai no engano
Bunda pirata quem quer
E eu conheço mulher
Que enche a bunda de pano

Usa fralda descartável
Enche a calcinha de espuma
Vai-se pra festa ou pra rua
Com cuidado ela se a ruma
É mesmo assim minha amiga
A roupa em seu corpo liga
Eu conheço mais de uma

Muito mais do que cruzeiro
Mais que dólar euro e real
Este seu corpo bem feito
Tão bonito e sensual
Mulher bonita é a sim
Seu bom, bom é para mim
O tesouro nacional

domingo, 3 de junho de 2012

Coronéis do passado

 Coronéis do passado
E do presente
Poeta Raimundo nonato da silva

Os coronéis de hoje em dia
São piores que os antigos
Os coronéis do passado
Respeitavam os inimigos
Os de hoje se aproveitam
Tem deles que não respeitam
Nem os seus próprios amigos

Os coronéis do passado
Eram ricos fazendeiros
Protegidos por jagunços
E grupos de cangaceiros
Os coronéis de hoje em dia
Só vive de covardia
São chefes politiqueiros

Hoje não temos cangaceiros
Nem bando de lampião
Para proteger os pobres
Humilhados do sertão
Nos casos cruéis e críticos
Hoje os coronéis políticos
Comanda a corrupção

O coronel do passado
Não usavam distintivo
Chapéu grande e paletó
Armado por ter motivo
Tinha medo de andar só
De gravata e paletó
O de hoje vive bem vivo

Hoje temos dois coronéis
O militar e o civil
O civil é o comum
Político do meu Brasil
Pra dizer melhor em publico
O que come o dinheiro público
E faz do pobre imbecil

Os coronéis do passado
Matava adulto e criança
Estuprava moças pobres
Porque tinha confiança
No dinheiro e nos jagunços
Que lhes davam segurança
O coronel do passado
Tinha um revolver de lado
E os coronéis de hoje
É prefeito e deputado
Porem com dinheiro público
O cafajeste anda armado

Os coronéis do passado
Tinha tudo na fazenda
Os de hoje não trabalham
São ruins de encomenda
Tão roubando a grana pura
Fazendo da prefeitura
A sua fonte de renda

Coronéis antigos tinham
Seus jagunços matadores
Hoje dos coronéis prefeitos
Jagunços vereadores
Mais uma vez digo em publico
Comendo o erário público
Roubando os trabalhadores

Os do passado brigavam
Os de hoje se afobam
No passado não roubavam
As metades dos que roubam
Esses coronéis de hoje
Passado e presente englobam

Diz o coronel de hoje
Casa e helicóptero eu alugo
Com papel higiênico me limpo
Com toalha me enxugo
O coronel do passado
Usava necessitado
Folha de mato ou sabugo

 O coronel do passado
Não era como raposa
Tinha pouca mordomia
Pra ele filhos e esposa
Mesmo sendo coronel
Não gastava com café e papel
Igual a câmara de Sousa

A cavalo os coronéis
Andavam no meu sertão
Os de hoje só querem andar
De carro e de avião
Para América e a Europa
Na Ásia china e Japão

Os coronéis do passado
Eram simples coronéis
Sem ter tratamento vip
Xeque ouro nota dez
E sem hotel cinco estrelas
Puxava cobra pros pés

No passado o coronel
Não roubava coisa cara
Ver um coronel roubando
Era uma coisa rara
O de hoje é deferente
Come o imposto da gente
E rouba a gente na cara

Os coronéis do passado
Eram homens sem idéias
Coronéis parlamentares
Nas câmaras e nas assembléias
Milhões maquinando o mal
Como abelhas nas colméias

O coronel do passado
Parecia sofredor
Não tinha acondicionado
Frigobar ventilador
Água gelado e uísque
E vivia no calor

Não subia em elevador
Nem se elevava em nada
O de hoje é deferente
Tem casa mobiliada
Piscina pra tomar banho
E banheiro na morada

Os coronéis do passado
Eram meios analfabetos
Não conhecia idioma
E nada de dialeto
Os de hoje estudados
Têm muitos que são formados
Rouba o correto incorreto

Os coronéis do passado
Num pobre dava uma pisa
Os de hoje toma o dinheiro
Calça sapato e camisa
E querem ser importantes
Piores que os de antes
De surpresa nem avisa

No passado coronel
Não estudou bem estudado
O de hoje estuda muito
Para roubar bem roubado
Hoje tem raposa e lobo
Roubam e o dono do roubo
Tem é que ficar calado

O coronel do passado
Não era muito muquirana
Só usava quatro roupas
Duas ruins duas bacanas
Alguns só tomavam banho
Quando era fim de semana

Os de hoje pintam o cabelo
Com tinta boa eu percebo
Os coronéis do passado
Carvão querosene e sebo
Deixava o bigode preto
Da cor do café que bebo

Sem ter sabonete PHEBO
Não tinha perfume nobre
Existiam dois perfumes
Fale com os velhos descobre
Um era forró de negro
E o outro rola de pobre

Nesse tempo o coronel
Não conhecia butique
Caqui era roupa de grife
Chita era roupa chique
E a bandeira nordestina
Mandacaru ou xiquexique

Só estou falando um pouco
Daquele tempo de outrora
Do coronel do passado
Para o coronel de agora
Daquele que roubou menos
Pro que rouba toda hora
 
Dois tipos de coronéis
Um do outro diferente
O do passado matava
Por ser metido a valente
Os de hoje por qualquer coisa
Já que processar a gente

O coronel do passado
Não era muito ruim
Os de hoje são piores
PERISSE falou pra mim
Um lhe ameaçou de peia
E quase lhe dava fim



sexta-feira, 1 de junho de 2012

richo do jumento


Uma homenagem ao jumento



Uma homenagem ao jumento
Autor poeta
Raimundo Nonato da silva

O jumento ainda é
O transporte do sertão
Pés e mãos são os pneus
A cabeça a direção
O rabo o freio de pé
O arreio freio de mão

As orelhas sem espelhos
São os dois retrovisores
Mesmo sem ter se formado
Um dos animais doutores
Advogado das bestas
Também tem os seus valores

Eu não maltrato animal
Não esporo nem empurro
Mas tem gente que espanca
Dá pontapé grito e murro
Inda tem burro que diz
Que o burro e jumento é burro

Os caçuá porta mala
A cangalha acolchoado
O seu cronômetro não mede
Quando ele vai apreçado
Guarda de transito não multa
Mesmo sem ser emplacado

Não tem radar que acuse
Quando o jumento se avança
É seguro e pode andar
O idoso ou a criança
Sem ter habilitação
E sinto de segurança

]É o jumento do pobre
Comparado com cadete
Não bata no jumentinho
Com chicote nem cassete
E você pode andar nele
]Sem uso de capacete









O seu rincho é a buzina
Da cidade pra palhoça
Seu combustível é capim
Está no posto da roça
Não maltrate o seu jumento
Nem o burro de carroça

Jumento tem muitos nomes
Jegue jerico e gangão
Asno e Luiz Gonzaga
Chamado rei do baião
Disse não maltrate o burro
Que o jumento é seu irmão

O jumento é econômico
E não merece maltrato
Não gasto com revisão
Nem selava em lava jato
E o combustível dele
A gente encontra no mato

Não espanque o jumentinho
Peço com ele não bula
Pode ser jumento velho
Ou o jumento casula
Se ele usar o cassetete
Na égua sai burro ouT mula

Quando o jumento com a égua
Faz o acasalamento
O filho só nasce burro
Porque o pai é jumento
É a égua jegue e burro
Três bichos sem pensamento

Do jumento sai jumento
E burro conforme eu falo
Cavalo e jumenta burros
Cavalo e égua cavalo
Burro e burra não sai nada
E por aqui eu me calo





Se o jumento é transporte
O cambito e bagageiro
Que faz o frete gratuito
Sem precisar de dinheiro
O jumento só não é
Montaria pra vaqueiro

Não gosta bem da limpeza
Do jeito do urubu
E anda mostrando o rabo
Seja comprido ou surú
Amostrando o cassetete
Sem vergonha de andar nu





Uma homenagem aos ciganos de Sousa


Uma homenagem aos ciganos de Sousa
Autor poeta
Raimundo nonato da silva

Os ciganos brasileiros
Sofrem muita humilhação
Quem nunca lhe deu o pé
Já mais vai lhes dar a mão
Cigano povo sofrido
Humilhados e esquecido
Pelos grandes da nação

Descendentes dos egípcios
Nômades sem teto e sem terra
Que vive de rancho em rancho
Da cidade ao pé da serra
Exposto ao sol chuva e frio
Encarando o desafio
Todo dia enfrentam guerra

Governador não lhe olha
Prefeito nem presidente
Não sabe a necessidade
Que sofre o povo carente
Por favor, senhor prefeito.
Deixe fora o preconceito
Cigano também é gente

Vejo cigano doente
Sem ter ninguém que lhe ajude
Só tem direito a votar
Sem ter direito a saúde
Os senhores governantes
De Sousa e os de distantes
Mude e tome uma atitude

Cigano vive de troca
Seu apelido é ganjão
Tem a sua própria linguagem
De código na tradição
Veja bem senhor prefeito
Trate todos com respeito
O cigano é nosso irmão

Der o bacalhau na páscoa
E no natal de peru
Prefeito amoleça a cara
E acabe este lundu
Seja um perfeito prefeito
Prefeito quando é direito
Tira a roupa e serve ao nu

Temos-nos ciganos músicos
Ronaldo é um seresteiro
Leonardo e César cantando
Encanta o Brasil inteiro
Canta o que o povo deseja
Temos dupla sertaneja
E cigano forrozeiro

A vinte quatro de maio
É o dia eu não me engano
A data está registrada
No calendário do ano
É justa toda homenagem
Deixo uma simples mensagem
Pra nosso povo cigano



Amor que arde e queima


Amor que arde e queima
Autor poeta
Raimundo Nonato da silva

Sou solteiro e amo todas
Só não encontrei ainda
A mina cara metade
Doce sorridente linda
Na hora que Deus mandar
Se ela vir é bem vinda

Muitas mulheres me querem
Cada uma especial
Mas, a mulher que eu quero.
É a mulher ideal
Para se unir comigo
Numa vida conjugal

Tem que sê especial
Na alegria e na dor
Na saúde e na doença
Doadora e doador
Não amo por brincadeira
Dôo o verdadeiro amor

Já mais vou expor meu corpo
Na tal prostituição
Meu corpo eu só dou praquela
Que me der seu coração
Fidelidade pra sempre
Paz amor e união

Fazer amor com quem gosta
A gente faz com bom gosto
Fazer amor por fazer
Mesmo quando está disposto
Ao invés de sentir prazer
A gente sente desgosto

O amor só é composto
Quando um ao outro ama
Se o homem for labareda
E a mulher uma chama
O fogo que há nos dois
Pode incendiar a cama









Queima o colchão e a cama
Quando é amor verdadeiro
Um ao outro satisfaz
Ele dela é companheiro
Amor genuíno é dado
Não se compra com dinheiro

A parceira e o parceiro
Um ao outro se doado
O casal se alimenta
Na hora que estão se amado
Sexo é comida que um corpo
Do outro está precisando

A dor do amor da febre
E dói nos ossos da gente
Dói no corpo e dói na alma
No coração e na mente
Dói mais que dor de cabeça
Dor de ouvido e de dente

Eu não quero amor comprado
E já mais vou vender amor
Eu sou como um colibri
E a mulher uma flor
Eu fragrância e ela essência
Que tem o melhor odor

O amor guerreiro luta
Por amor se briga e teima
Amor que trás alegria
Calor ardente que queima
Cicatriz que deixa marca
Remédio que cura a reima

O amor é incolor
Mas. É rico em qualidade.
Amor de homem e mulher
Sim é amor de verdade
Pro isso estou à procura
Da minha cara metade